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Futuro embaixador do Brasil quer fortalecer laços com Portugal, UE e CPLP
- 18-Jun-2003 - 17:43
O fortalecimento dos laços comerciais entre Brasil e Portugal, das relações com a União Europeia e com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) são as prioridades do futuro embaixador brasileiro em Lisboa, Paes de Andrade.
Carla Mendes
da Agência Lusa
"Vou com a alma aberta e com alguma experiência para tentar fortalecer os vínculos entre Brasil e Portugal", disse à Agência Lusa o presidente de honra do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Esquivando-se das entrevistas antes de ter o seu nome aprovado pelo plenário do Senado (o que deverá ocorrer na próxima terça-feira), Paes de Andrade adiantou, no entanto, que o seu papel será o de "interpretar as linhas mestras da política externa do presidente Lula".
Neste sentido, a embaixada do Brasil em Portugal terá entre os seus objectivos o fortalecimento da CPLP como plataforma da política africana no Brasil, considerada prioridade no governo Lula da Silva.
Este foi um dos pontos mais destacados no seu discurso na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, onde Paes de Andrade teve o nome aprovado por unanimidade, na semana passada, para assumir a embaixada em Portugal.
Em relação aos imigrantes brasileiros ilegais em Portugal (estimados em 10 mil), Paes de Andrade afirmou que não tenciona contribuir para o conflito, "mas para tentar resolver o problema".
No final de Maio, uma comissão de quatro deputados e dois senadores, coordenada pela presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Zulaiê Cobra, esteve em Lisboa para discutir com autoridades portuguesas o problema dos brasileiros que estão em situação ilegal no país.
Para Zulaiê Cobra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB/SP), a nova lei portuguesa de imigração sinaliza uma "falta de reciprocidade no cumprimento das normas assinadas entre os dois países".
Paes de Andrade não sabe se estará em Lisboa para receber o presidente Lula durante sua visita de Estado a Portugal, de 10 a 12 próximos.
Isto porque o ainda embaixador do Brasil, José Gregori, manifestou a intenção de se manter em funções até final de Setembro.
"É o Itamaraty quem decidirá sobre este assunto", referiu o ex- deputado, evitando abordar a delicada situação.
Uma fonte ligada ao Palácio do Planalto afirmou à Lusa que Lula teria dito ao ministro da Casa Civil, José Dirceu, que gostaria de ser recebido em Lisboa pelo embaixador por si nomeado.
O futuro embaixador negou que a indicação de seu nome por Lula tenha sido vinculada aos entendimentos para que seu partido, um dos tripés da administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apoiasse o actual governo.
Paes de Andrade mostrou à Lusa uma carta assinada pelo presidente nacional do PMDB, Michel Temer, em que o partido nega que sua indicação, feita em Fevereiro, tenha sido objecto de negociações com o governo do Partido dos Trabalhadores (PT).
Paes de Andrade reafirmou sua afinidade cultural com o país onde representará o Brasil, dizendo que "é raro o brasileiro que não tenha um pedaço seu em Portugal".
Uma de suas obras mais importantes, "História Constitucional do Brasil", em co-autoria com Paulo Bonavides, foi adoptada por várias universidades europeias, entre elas a de Lisboa, Braga, Coimbra e Porto.
Advogado e professor, natural de Mombaça, no Ceará, Paes de Andrade foi um dos fundadores do PMDB e chegou a exercer por 14 vezes, na qualidade de presidente da Câmara dos Deputados, a Presidência da República durante viagens de José Sarney ao exterior.
Ele assumirá a embaixada do Brasil em Lisboa aos 76 anos e vai substituir José Gregori, nomeado em Janeiro de 2002, após deixar o cargo de ministro da Justiça em plena crise na área de segurança no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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