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  Cabo Verde
Cabo Verde e Angola apostam forte numa «parceria estratégica»
- 18-Jun-2003 - 18:42

Cabo Verde e Angola querem consolidar uma parceria estratégica que contribua para o desenvolvimento dos dois países, nas pescas, agro-pecuária, transportes marítimos e aéreos, construção civil, ensino, turismo e petróleos.


Este propósito foi expresso hoje pelos primeiros-ministros dos dois países poucas horas depois de se iniciar a visita oficial a Cabo Verde de uma delegação angolana que integra oito governantes.

O propósito dos governantes dos dois países é tão forte que decidiram que, daqui para diante, realizar-se-á uma cimeira anual ao mais alto nível entre os dois países, para fazer a avaliação e avançar com outras medidas de reforço dessa parceria estratégica.

"Nós queremos que esta visita tenha uma perspectiva pragmática, no sentido de consolidarmos as relações de amizade e de cooperação que existem entre os nossos dois países, mas também de construirmos uma sólida parceria estratégica para o desenvolvimento dos nossos dois países", sublinhou o líder do executivo cabo-verdiano, José Maria Neves.

Fernando da Piedade Dias dos Santos "Nandó", primeiro-ministro de Angola, manifestou-se confiante no desenvolvimento dessa parceria estratégica, porque "as condições são boas", porque "estão criadas as condições para que a cooperação seja efectiva".

Ao enumerar os sectores preferenciais, José Maria Neves adiantou existir entendimento para a criação de parcerias entre empresas cabo-verdianas e angolanas, para a construção de infra- estruturas em cada um dos países, mas especialmente em Angola, que vai agora entrar num processo acelerado de reconstrução. Também o deslocamento de mão-de-obra é uma possibilidade.

Outros sectores cuja concretização avançará imediatamente é o da agro-pecuária e pescas, com a criação de duas sociedades que envolvam os Estados e privados dos dois países.

Na sociedade agro-pecuária, a parte angolana deterá 60 por cento do capital social, e Cabo Verde 40 por cento. Para a concretização deste projecto já existe a disponibilidade de um terreno na província angolana de Cuanza Sul, no município do Sumbi.

Ao nível das pescas, a empresa a criar, com o envolvimento dos Estados e de privados, desenvolverá a actividade nos mares dos dois países. Cabo Verde deterá 60 por cento do capital, cabendo a Angola 40 por cento.

Há igualmente a possibilidade de investimentos no sector das pescas em Cabo Verde, aproveitando as infra-estruturas de frio em S. Vicente, da cooperação na gestão portuária, nos transportes aéreos e marítimos e no sector dos petróleos, adiantou o governante cabo- verdiano.

Ao nível da aviação - precisou - "será uma cooperação ampla, que poderá envolver a privatização dos TACV - Cabo Verde Airlines".

A cooperação nos transportes, segundo José Maria Neves, terá de ser capaz de "sustentar essa dinâmica de cooperação nos outras domínios", de reforço das trocas comerciais e de fluxos de pessoas e bens, e inserida na estratégia de transformação do aeroporto internacional do Sal num interface de transportes aéreos na região ocidental africana.

Quanto ao sector dos petróleos, o primeiro-ministro cabo- verdiano lembrou que já existe uma "parceria muito forte" na empresa de distribuição de combustíveis "Enacol" (também com capitais portugueses), e "é possível aprofundar essas relações", porque "Angola é um país produtor de petróleo, tem uma grande experiência e pode ajudar Cabo Verde neste sector".

Os sectores da agricultura e pescas "já estão em rampa de lançamento" e, no segundo semestre do corrente ano, já será possível avançar com os restantes sectores, ou pelos menos "ter um quadro claro de realização", explicou José Maria Neves.

O governante cabo-verdiano aproveitou também para enaltecer o processo de paz, frisando que "o povo angolano deu um salto gigantesco, e Angola, que é um grande país, irá concerteza desempenhar um papel de referência em África".

A acompanhar o primeiro-ministro de Angola deslocaram-se a Cabo Verde o ministro do Interior, Osvaldo Serra Van-Dúnem, o ministro das Pescas, Salomão Xirimbimbi, o ministro dos Transportes, André Luís Brandão, o ministro dos Petróleos, Desidério Veríssimo da Costa, e os vice-ministros das Relações Exteriores e da Indústria.

Integram ainda a comitiva os presidentes da Associação Industrial de Angola e da Câmara do Comércio e Indústria de Angola.

A visita de Fernando da Piedade Dias dos Santos, que se prolonga até sábado, terá o seu ponto alto ao final da tarde de sexta- feira, na ilha do Sal, com a assinatura de vários acordos de cooperação.

Hoje, primeiro dia da visita, além de um encontro de delegações, a comitiva angolana deslocou-se à Câmara Municipal da Praia e visitou a Unidade de Reforma Administrativa e Financeira do Estado (RAFE).

Quinta-feira é dedicada a uma visita ao património edificado da Cidade Velha, primeira urbe fundada pelos portugueses, em 1462, e aos laboratórios farmacêuticos Inpharma, de capitais cabo-verdianos e portugueses, que actualmente já exporta medicamentos para Angola.

Na tarde deste dia, a comitiva dirige-se para a ilha de S. Vicente, onde visita estaleiros navais, o porto, e uma empresa de conservação de pescado.

A parte da manhã de sexta-feira é reservada à visita à zona industrial de S. Vicente, a estabelecimentos de ensino médio e superior e à ENACOL, uma empresa de comercialização de combustíveis com capitais angolanos, cabo-verdianos e portugueses.

Sexta-feira, a comitiva vai almoçar à ilha da Boavista, e aproveita para aí visitar alguns empreendimentos turísticos. Depois parte para a ilha do Sal para, ao final do dia, se assinarem os acordos de cooperação bilateral na Câmara Municipal.

O regresso a Angola de Fernando da Piedade Dias dos Santos e sua comitiva está previsto para a manhã do próximo sábado.

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