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Entrevista
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«Espero que não venham a acontecer mais escândalos BPN»
- 10-Mar-2009 - 11:37
O primeiro-ministro cabo-verdiano desejou hoje que não aconteçam mais escândalos financeiros como o que abalou o Arquipélago e relacionado com o Banco Português de Negócios (BPN), adiantando que a nova legislação recentemente aprovada dificulta eventuais fraudes.
“Espero que não venham a acontecer mais escândalos BPN em Cabo Verde. Estamos a fazer a avaliação de todas as instituições financeiras existentes no país e estamos a reforçar as condições de supervisão do Banco de Cabo Verde”, disse José Maria Neves, numa entrevista à Agência Lusa, em vésperas da visita oficial de três dias que o seu homólogo português, José Sócrates, efectua quinta-feira ao arquipélago.
“As informações que tenho indicam que o sistema financeiro é sólido, está a funcionar e que a crise do BPN não tem afectado a credibilidade de Cabo Verde.
Queremos ter uma praça financeira sim, mas que seja credível, mas que não sirva para canalizar recursos sujos ou para a realização de outras actividades ilícitas”, avisou.
Questionado sobre a recente aprovação, pelo Parlamento, de uma lei que previne e reprime a lavagem de capitais em Cabo Verde, José Maria Neves admitiu que nem tudo é perfeito, mas que o seu executivo está a trabalhar no sentido de criar um sistema “mais blindado”.
“Pelo menos há um trabalho nesse sentido. Já aprovámos, na semana passada, a nova lei sobre a Lavagem de Capitais e criámos uma unidade de informação financeira, que vai acompanhar as principais movimentações financeiras e dar as informações estratégicas ao governo e ao Banco de Cabo Verde e ao governo. Estamos em crer que, com essas medidas, temos um sistema mais blindado”, assegurou.
O BPN foi acusado de ter levada a cabo operações fraudulentas, num montante estimado em 700 milhões de euros, 300 dos quais realizados através do Banco Insular (BI) de Cabo Verde.
Após a detecção das irregularidades pelo Banco de Portugal, o Governo português decretou a nacionalização do BPN, enquanto o Banco de Cabo Verde decidiu suspender, em meados de Fevereiro último, a actividade do BI, uma Instituição Financeira Internacional (IFI).
O governo encerrou o Banco Insular alegando falta de cumprimento dos "normativos prudenciais respeitantes à reposição de fundos próprios, ao respeito do limite do rácio de solvibilidade e ao limite de concentração de riscos de crédito".
As IFI visam a realização de operações financeiras internacionais com não residentes em Cabo Verde em moeda estrangeira, sujeitando-se a um regime especial derrogatório das normas gerais reguladoras dos mercados monetário, financeiro e cambial no país.

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