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Entrevista
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MpD lamenta exclusão da oposição dos encontros com José Sócrates
- 11-Mar-2009 - 18:11
O líder do maior partido da oposição cabo-verdiana lamentou hoje que o Mpd esteja excluído dos contactos oficiais no programa da visita que o primeiro-ministro português, José Sócrates, efectua a partir de quinta-feira a Cabo Verde.
Numa entrevista à Agência Lusa na Cidade da Praia, o presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Jorge Santos, saudou, porém, a vinda de “uma vasta e talvez a maior comitiva que um governante português traz a Cabo Verde”, mas lamentou que o governo de José Maria Neves esteja a retirar proveitos políticos à custa dos meios da cooperação portuguesa.
“Tenho de dizer que, até hoje, não fomos contactados. Tem sido hábito, nas visitas de Estado de Portugal, (…) esses estadistas encontrarem-se também com a classe política. Daí que penso que o programa [de Sócrates] seria melhor e estaria mais completo se houvesse a possibilidade de uma participação dos partidos políticos da oposição de Cabo Verde. É uma nota, um lamento, mas em todo o caso, estamos muito satisfeitos com a visita”, disse Jorge Santos.
No seu entender, e apesar dos contactos oficiais efectuados nesse sentido, “seria de todo útil” que o MpD e os partidos da oposição tivessem a possibilidade de dialogar com o primeiro-ministro português e respectiva delegação, tendo como pano de fundo dar “outro ponto de vista”em relação ao desenvolvimento do país, as suas dificuldades e as suas virtudes”.
“Estamos a construir uma democracia. E a nossa democracia tem consistência. Temos um país pluralista, em que as oposições também são construtivas e, por isso, pensamos de seria de todo útil que também tivéssemos a possibilidade de dialogar”, sustentou.
Sobre a visita de Sócrates, que termina sábado à noite, Jorge Santos salientou a “grande dimensão empresarial” que lhe está subjacente, lembrando que, com o chefe do executivo de Lisboa vêm também “grandes empresários”, entre outros, ligados às áreas das telecomunicações, turismo, imobiliário e, sobretudo, da banca e do sistema financeiro.
“Isso vem demonstrar a confiança dos bancos portugueses no mercado cabo-verdiano e também a confiança nas instituições financeiras nacionais. Cabo Verde está a construir a sua praça financeira, que queremos que tenha muita consistência e também muita seriedade nas suas operações. Agora, é também preciso dar garantias para não criarmos aqui um paraíso fiscal”, alertou Jorge Santos, que vai efectuar uma visita a Lisboa de 18 a 22 deste mês.
Mas, para o líder da oposição, a “consolidação da excelência das relações” entre os dois países deve-se à acção desenvolvida pelos dois governos que o MpD liderou na década de 90, reivindicando que a “arquitectura da cooperação e da parceria estratégica” com Portugal tem as suas bases naquilo que o seu partido, então liderado por Carlos Veiga, lançou.
“[Com a visita de Sócrates] vai ser dado mais um passo nessa parceria estratégica arquitectada na década de 90, em que se lançaram, as bases para essa cooperação duradoura e que, neste momento, está a dar os seus frutos. O reforço e consolidação do acordo cambial entre o escudo cabo-verdiano e na altura o escudo português, actual euro, é um instrumento à disposição das relações económicas, das operações empresariais e foi o ponto de partida”, sustentou Jorge Santos.
O presidente do MpD reivindicou também que foi o seu partido que deu início à criação de condições para que Cabo Verde obtivesse o estatuto da Parceria Especial com a União Europeia (EU), obtido, disse, “com o papel importantíssimo de Portugal”.
“A visita de Sócrates vai reforçar e dar um conteúdo funcional a esta parceria. E é a consolidação e demonstração da excelência das relações entre os dois países”, sublinhou.
Noutro sentido, Jorge Santos criticou a actuação do governo cabo-verdiano, que, ao deslocar-se “sistematicamente a escolas e outras instituições”, está a “tirar proveito político e partidário dos meios postos à disposição pela cooperação portuguesa”.
“Já tivemos a oportunidade de chamar a atenção ao governo. Os últimos acontecimentos levaram-nos a questionar que houve uma tentativa do partido do poder (Partido Africano da Independência de Cabo Verde - PAICV), do governo e do primeiro-ministro para tirar proveito político e partidário dos meios postos à disposição pela cooperação portuguesa”, afirmou.
“Isso é inaceitável e não dignifica a excelência das relações entre os dois países. Nós, como partido da oposição, achamo-nos o direito lhes pedir de ponderação e de terem a consciência de que, agindo dessa forma, não estarão a consolidar e beneficiar o relacionamento.

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