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Entrevista
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15 mortos na cadeia de Angoche, Nampula, só este mês
- 30-Mar-2009 - 20:45
Quinze presos da cadeia de Angoche, província de Nampula, norte de Moçambique, morreram nos primeiros 25 dias do mês, de causas desconhecidas, noticiou hoje a Televisão de Moçambique.
A televisão entrevistou responsáveis hospitalares e um elemento do Conselho Municipal, que confirmaram o número de mortos, embora o director-geral das prisões, João Zandamela, apenas confirme a morte de oito reclusos, entre os dias 18 e 23, por cólera.
Segundo uma responsável do hospital de Angoche, a maioria dos presos “estava debilitada e o seu estado nutricional não era satisfatório”. “Vinham caquécticos, magros, pele e osso”, disse.
A Televisão de Moçambique noticiou também que a dieta alimentar dos detidos se resume a feijão, tendo a responsável do hospital acrescentado que numa visita à cadeia foi identificado que a água que os presos bebiam não era potável e que as celas estavam sobrelotadas.
Na cadeia de Angoche, construída em 1954, estão detidas 143 pessoas em duas celas, que foram concebidas para 30. Uma terceira cela está inactiva porque foi destruída pelo ciclone “Jokwé”, que atingiu a zona há um ano.
O caso de Angoche, distrito vizinho a Mogincual, acontece poucos dias depois de terem morrido sufocados 12 presos na pequena cela da vila sede de distrito, Liupo.
João Zandamela, entrevistado pela Televisão, disse que tanto em Mogincual como em Angoche está a acontecer um surto de cólera e acrescentou que um dos detidos era portador da doença, que “rapidamente se transmitiu”.
O responsável justificou que “as condições de internamento não permitiram o diagnóstico”, frisou que as mortes em Angoche ocorreram depois do caso de Mogincual e não deu uma explicação para a disparidade entre os oito mortos que referiu e os 15 noticiados pela televisão (com responsáveis identificados a confirmar 15 óbitos).
João Zandamela afirmou que o governo está a reabilitar estruturas prisionais e justificou o facto de ter sido o município a enterrar os corpos porque não foi possível avisar as famílias, um acto que a lei permite, em alguns casos.
“Em Angoche há água da rede pública, só que é insuficiente, e isso afecta a cadeia”, justificou também o responsável, acrescentando que tem sido feito um esforço para melhorar a dieta alimentar dos presos.
“O problema é que temos muita gente a entrar e esse esforço nem sempre corresponde às expectativas. Nem em todos os estabelecimentos prisionais conseguimos melhorar as dietas”, afirmou.
Depois da morte de 12 reclusos por asfixia na cela de Mogincual os presos que aí estavam foram transferidos para Angoche, contribuindo para aumentar a sobrelotação das celas, um problema (sobrelotação) que João Zandamela reconheceu que existe.
O comandante-geral da Polícia de República de Moçambique (PRM), Jorge Khalau, visitou o distrito de Mogincual e disse que a cela onde morreram os 12 reclusos vai ser definitivamente encerrada.

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