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Cabo Verde
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Ligação aérea com Angola para consolidar parceria estratégica
- 21-Jun-2003 - 18:50
Cabo Verde e Angola deverão estabelecer este ano uma ligação aérea directa, capaz de ajudar ao reforço de uma parceria estratégica que os dois países estão apostados em consolidar.
O compromisso de apostar nos transportes, aéreos e marítimos faz parte dos acordos hoje firmados entre os dois países, no termo da visita de quatro dias a Cabo Verde do mrimeiro-ministro angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, à frente de uma delegação composta por mais sete governantes e representantes de instituições empresariais.
Hoje, no final da visita, iniciada quarta-feira, Manuel Inocêncio Sousa, ministro do Estado, das Infra-estruturas e Transportes de Cabo Verde, assinou na ilha do Sal com o ministro dos Petróleos de Angola, Desidério Veríssimo da Costa, os acordos entre os dois países.
Segundo Manuel Inocêncio Sousa, os transportes surgem nesse acordo de cooperação como o "sector de suporte, para viabilizar a parceria, para permitir uma comunicação mais fácil entre Angola e Cabo Verde".
"Para já será o estudo de uma linha aérea a ligar directamente os dois países, mas também os transportes marítimos, a aviação civil", bem como outros sectores, explicou.
A criação de uma linha aérea já começou a ser discutida entre Manuel Inocêncio Sousa e o seu homólogo angolano, André Luís Brandão, que também integrou a delegação a Cabo Verde).
E a TACV - Cabo Verde Airlines e TAAG (Transportes Aéreos Angolanos) vão "trabalhar directamente", adiantou.
Também brevemente se deslocará a Cabo Verde uma delegação "ao mais alto nível" da TAAG para estudar com a TACV as hipóteses da criação dessa linha aérea, que poderá vir a funcionar ainda este ano.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, adiantou que da parte de Angola foi manifestado o interesse em participar na privatização dos TACV, mas disse que não são os únicos interessados, havendo também candidatos de outras nacionalidades, que se escusou a explicitar.
"O dossier da privatização dos TACV não foi especialmente desenvolvido" durante esta visita, porque também o Governo cabo- verdiano "entendeu colocar o processo em relativo "stand by", porque as condições do ambiente económico da aviação civil não são propícias, e é preciso algum tempo para reestruturar a companhia", explicou Manuel Inocêncio Sousa.
"Abrimos esse espaço para parcerias, mas não é algo que acontecerá no imediato, ao contrário de outros projectos", sublinhou, em alusão aos resultados desta deslocação angolana a Cabo Verde.
Os transportes aéreos e marítimos, os petróleos, a formação profissional, agricultura, construção civil e obras públicas, turismo, pescas, gestão portuária, reparação naval e trocas comerciais são as principais áreas de cooperação constantes dos acordos, revelou o Primeiro Ministro cabo-verdiano.
"Há um amplo leque de actividades que vão merecer nos próximos meses a melhor das atenções dos dois governos", especialmente a partir do segundo semestre do corrente ano, frisou.
Os primeiros a avançar, a par da criação da linha aérea, serão os tendentes à criação de sociedades mistas para a agricultura e pescas, respectivamente dominadas por Angola e Cabo Verde.
A primeira tem como objectivo inicial a exploração de um terreno na província do Cuanza Sul para abastecimento a Cabo Verde.
A segunda a exploração piscícola dos mares dos dois países.
Mas também na construção civil, segundo Manuel Inocêncio Sousa, já há grandes avanços, nomeadamente derivados de uma visita que este ministro realizou em Maio a Angola.
Para além da criação de empresas para actuar nos dois espaços, a reconstrução de Angola abre-se como uma possibilidade muito forte, não apenas para a actuação de empresas cabo-verdianas, mas também de mão-de-obra e de quadros.
A mão-de-obra e os quadros poderão também ter outras oportunidades no âmbito do relacionamento com Angola.
E, por outro lado, formandos angolanos poderão ter acesso a instituições de formação cabo-verdianas.
Na área da indústria - explicou o Ministro do Estado, das Infra-estruturas e Transportes - "poderemos desenvolver projectos ligados aos portos e recuperação naval".
Questionado sobre a possível existência de petróleo nos mares de Cabo Verde, um assunto que tem sido ventilado nos órgãos de comunicação social, e que primeiro suscitaram desmentidos, e posteriormente muita contenção, da parte do Governo, José Maria Neves adiantou que Angola irá ajudar.
"É um assunto a encarar com muita cautela e ponderação, porque os estudos ainda não foram feitos, e vamos cooperar na sua realização e no aconselhamento, com o governo angolano, para tratarmos essa questão com toda a serenidade e responsabilidade", sublinhou o primeiro-ministro.
Na óptica de Manuel Inocêncio Sousa, o impacto desta parceria com Angola será forte, porque o governo cabo-verdiano está à procura de atrair mais investimentos externos para dinamizar o crescimento económico, e também encontrar mecanismos para facilitar a internacionalização da economia.
Para além das áreas de cooperação identificadas, os dois países vão trabalhar para identificar outras, no sentido de estimular parcerias entre empresários cabo-verdianos e angolanos.
No sector financeiro encontram-se em curso estudos que, em função dos resultados, poderão ditar a entrada de interesses angolanos em Cabo Verde.
Actualmente o sector financeiro cabo-verdiano é dominado por empresas portuguesas, através do grupo Caixa Geral de Depósitos, Montepio e Banco Totta.
Para avaliar e consolidar esta parceria entre os dois países ficou decidida realização anual de encontros entre os dois primeiros- ministros.
Ao terminar a visita a Cabo Verde, o primeiro-ministro de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, salientou que ela permitiu ter uma ideia mais real dos progressos sociais e económicos em Cabo Verde.
Com uma aparente nostalgia nas palavras, o governante angolano disse que a sua comitiva não se iria despedir, mas "partir ficando".
"Estamos de forma perene, e temos contactos directos para concretizar todos os compromissos aqui acordados. Será uma tarefa árdua, mas os governos tem de trabalhar em benefício dos dois povos", concluiu.
José Maria Neves, por seu turno, admitiu que os acordos hoje firmados permitirão concretizar "uma parceria de referência" para o continente africano, e para o mundo, ao constatar-se que dois países africanos estabelecem laços muito fortes.
A acompanhar o primeiro-ministro de Angola deslocaram-se a Cabo Verde o ministro do Interior, Osvaldo Serra Van-Dunem, o ministro das Pescas, Salomão Xirimbimbi, o ministro dos Transportes, André Luís Brandão, o ministro dos Petróleos, Desidério Veríssimo da Costa, e os vice-ministros do MIREX e da Indústria.
Integram ainda a comitiva os presidentes da Associação Industrial de Angola e da Câmara do Comércio e Indústria de Angola.
Desde quarta-feira, e até hoje, a comitiva inteirou-se de aspectos da realidade, em vários sectores, de quatro ilhas cabo- verdianos, de Santiago, S. Vicente, Boavista e Sal.
Unidades industriais, estabelecimentos de ensino, projectos turísticos, serviços ligados à reforma do Estado preencheram a agenda da delegação angolana, que deixou o país em voo privado ao fim da manhã.

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