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Eleições legislativas marcadas para 12 de Outubro
- 30-Jun-2003 - 12:37
O presidente da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, marcou hoje para 12 de Outubro próximo as eleições legislativas antecipadas, numa reunião com representantes dos partidos políticos, em que não chegou sequer a ouvir eventuais propostas alternativas.
Kumba Ialá chamou os partidos políticos para ouvir as suas propostas quanto ao novo adiamento das eleições, mas acabou, na reunião a que a Agência Lusa assistiu, por anunciar a nova data sem que os líderes partidários pudessem apresentar alternativas.
Segundo fontes contactadas pela Lusa, a data de 12 de Outubro já tinha sido anunciada aos membros do Conselho de Segurança da ONU que estiveram em Bissau para se inteirarem sobre a situação política e social guineense, num encontro realizado no passado sábado.
Durante o encontro de hoje com os dirigentes partidários, Kumba Ialá respondeu de forma seca a todas as questões levantadas.
O chefe de Estado chegou à sala da reunião e disse:
"Bom dia, camaradas, chamei-os aqui para ouvir a vossa opinião sobre uma nova data para as eleições".
Após um silêncio algo incómodo, sem que Ialá tivesse passado a palavra, Victor Mandinga, da Plataforma Unida, procurou saber o porquê dos sucessivos adiamentos das legislativas, inicialmente marcadas para 20 de Abril e depois para 06 de Julho.
"Falta de financiamento", respondeu, lacónico, o chefe de Estado.
Cirilo Rodrigues, do Partido Socialista Guineense, perguntou a Kumba Ialá se, desta vez, tinha garantias de que haveria financiamento, obtendo uma resposta igualmente lacónica:
"Há garantias", disse.
Seguiu-se Salvador Tchongó, da Resistência da Guiné-Bissau, que defendeu não haver condições para avançar com o processo eleitoral nas actuais circunstâncias, porque as populações estão numa época importante da agricultura do país.
Na resposta, o presidente disse: "Quem quiser ir para a lavoura, que vá, quem não quiser, que não vá, mas as eleições são para ser feitas".
Na ronda de questões colocadas, seguiu-se o Partido Socialista de Salvação Guineense, que perguntou a Kumba Ialá se entendia que o actual primeiro-ministro, Mário Pires, tinha condições para garantir a transparência das eleições.
"Não se pode julgar as pessoas sem as conhecer", comentou Ialá, em jeito de resposta.
Antonieta Rosa Gomes, do Fórum Cívico Guineense Social Democracia, defendeu perante o presidente Ialá que têm falhado as garantias dadas à comunidade internacional por parte do governo de iniciativa presidencial para o desbloqueamento do financiamento.
"Não foi nada disso que aconteceu", foi a resposta de Ialá.
Chegou a vez de Francisco Benante, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, que instou o chefe de Estado a explicar as "razões de facto" para a falta do financiamento da comunidade internacional destinado ao processo eleitoral.
Aqui, em tom duro, Kumba Ialá disse que "todos os partidos presentes na sala podem falar de crises e dificuldades menos o PAIGC porque não tem moral, pelo seu passado, para dizer seja o que for".
"Toda a confusão em que o país se encontra é culpa do PAIGC, com as matanças que iniciou desde a independência, em 1974", acusou, ao que Francisco Benante replicou:
"Estou em crer que o senhor presidente tem mas é medo do PAIGC e, ainda por cima, foi membro deste partido. Assim, só o povo e os tribunais poderão julgar o nosso passado".
Resposta de Ialá: "Vai chegar o dia em que os processos do PAIGC vão ser abertos", ao que Benante retorquiu, afirmando que "também o processo do senhor presidente estará lá para ser aberto".
Antes de dar por concluída a reunião, o presidente guineense garantiu ainda que não há qualquer hipótese para a formação de um governo de consenso nacional, como exigem alguns partidos da oposição, e que a nova data, 12 de Outubro, segundo anunciou, não será adiada "de forma alguma".

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