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  Entrevista
«Guineenses têm de encontrar soluções para os problemas do país»
- 24-Jun-2009 - 22:33


O candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) às eleições presidenciais de domingo na Guiné-Bissau Malam Bacai Sanhá defendeu hoje que os guineenses têm de encontrar soluções guineenses para os problemas do país.


"Eu penso efectivamente que nós temos de encontrar soluções guineenses para os problemas guineenses", afirmou em entrevista à agência Lusa Malam Bacai Sanhá.

Indagado se concorda com o envio de uma força estrangeira para o país tendo em conta os últimos acontecimentos, o antigo presidente guineense afirmou que essa decisão é da "competência do governo".

"Teria o governo de ver se efectivamente há necessidade de envio de uma força de manutenção paz", disse.

"Provavelmente podemos recorrer a isso, mas penso que efectivamente nós estamos em condições de encontrar soluções para os nossos problemas", insistiu Malam Bacai Sanhá.

O candidato não exclui, contudo, a ajuda da comunidade internacional para ajudar a modernizar as Forças Armadas guineenses.

"A via mais dignificante para a Guiné-Bissau é conseguirmos qualificar as nossas forças de defesa e segurança, garantindo nós mesmos com os nossos recursos humanos a segurança do nosso país e recorrendo à comunidade internacional no que diz respeito à qualificação, equipamento e outros meios necessários", disse.

"Portanto, eu penso que a solução de envio de forças seria uma solução extrema", afirmou.

Caso vença as eleições de domingo, Malam Bacai Sanhá garantiu um "relacionamento de diálogo com as Forças Armadas".

"O relacionamento vai ser um relacionamento de diálogo, porque eu penso que o fundamental para a Guiné-Bissau é ter diálogo como tudo", referiu.

"As forças armadas podem contar comigo se eu for eleito presidente não sou um comandante supremo, mas sou um companheiro, um patriota, com quem vão encontrar soluções para os problemas que têm", disse Malam Bacai Sanhá.

Em relação à permanência do actual Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas interino em funções, Malam Bacai Sanhá lembrou que segundo a "Constituição é o governo que propõe a nomeação das chefias militares".

"Se o governo propõe a continuação da actual chefia, para mim não há problema porque efectivamente são quadros qualificados e competentes.

No que toca ao relacionamento com o governo do PAIGC, liderado por Carlos Gomes Júnior, o antigo presidente do país disse que vai ser uma relação de estabilidade.

"A Guiné-Bissau precisa de estabilidade política e institucional e a estabilidade institucional passa forçosamente pela relação governo/assembleia/presidente da República", disse.

"Nós queremos que haja (...) um relacionamento institucional que possa permitir efectivamente que o país se estabilize e vamos trabalhar nesse sentido", afirmou.

"Da minha parte não vai haver problema nenhum com o relacionamento com o governo", salientou.

Malam Bacai Sanhá pediu também o empenho de todos os políticos e guineenses na construção da paz e da justiça para a Guiné-Bissau.

"É preciso dar imagem de uma Guiné credível, de gente séria, uma Guiné que sabe o que quer e para onde vai", concluiu Malam Bacai Sanhá.


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