| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Cabo Verde
|
|
Congresso do PAICV reelege José Maria Neves como líder do partido
- 30-Jun-2003 - 14:41
José Maria Neves foi reeleito, domingo, presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), num congresso que contou com as "contribuições" da "sensibilidadeÈ liderada por Felisberto Vieira.
O actual presidente da Câmara Municipal da Praia não foi a votos, mas conseguiu "impor" a inclusão de 23 dos seus apoiantes na lista de elegíveis para o Conselho Nacional, apresentada pelo candidato único, José Maria Neves.
Aquele órgão, integrado por 50 elementos mais o presidente do partido, reflecte assim o equilíbrio entre as duas sensibilidades do partido, que também dividirão os 15 assentos da Comissão Política, embora numa repartição menos equitativa.
Segundo líder da "oposição", estes compromissos são "fruto de intensas negociações" iniciadas há dois meses e que determinaram, em nome da coesão interna do partido, a não apresentação da sua candidatura à presidência do PAICV.
O actual primeiro-ministro contou com 298 dos 319 votos expressos, e a lista que apresentou para o Conselho Nacional obteve 278.
Para o Conselho de Jurisdição e Fiscalização votaram favoravelmente 282 delegados.
No discurso de encerramento do X Congresso do PAICV, que terminou domingo à noite, José Maria Neves classificou como uma "grande vitória" a forma "dialogante" como as divergências foram ultrapassadas, e considerou que o seu partido deu mais uma "inequívoca prova de maturidade política".
O líder reeleito enumerou os desafios que o PAICV tem pela frente, não só no que diz respeito à governação do país como, também, no que toca às disputas eleitorais que se avizinham, caso das eleições autárquicas marcadas para Fevereiro de 2004.
"A preparação dessas eleições deve mobilizar todos os militantes", apelou José Maria Neves, dirigindo uma palavra especial às "mulheres generosas e inteligentes" do partido, que disse querer ver a liderar listas para as Câmaras Municipais.
Durante o congresso, foi aprovada uma Declaração de Princípios, em que o PAICV propõe aos cabo-verdianos uma agenda de governação de esquerda e se assume, em definitivo, como um partido "inspirado" nessa corrente ideológica.
A Resolução Geral saída da reunião magna do partido no poder em Cabo Verde enfatizou, aliás, essa questão, preconizando para o PAICV uma acção "estribada na ética humanista, sintonizada com os tempos modernos e adequada a um país insular e vulnerável".
A resolução enumera um conjunto de valores que o PAICV pretende consolidar, e que se resumem no "reforço da democracia, na promoção do pluralismo, na dignificação da prática política, na boa governação, na consolidação da estabilidade macroeconómica e na implementação de políticas sociais coerentes" com a realidade do arquipélago.
O documento consagrou ainda duas moções de apoio e solidariedade endereçadas a Angola e à Guiné-Bissau: aos angolanos exorta a "prosseguir na via da consolidação da paz" e aos guineenses manifesta a esperança de que consigam "ultrapassar as dificuldades da situação actual".
O X Congresso do PAICV, iniciado na sexta-feira, aprovou também uma proposta de revisão dos estatutos, que introduz algumas inovações ao nível da organização e da democracia internas do partido.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|