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Entrevista
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Economista questiona Governo sobre destino das reservas do Estado
- 8-Jul-2009 - 14:09
O economista e director do Centro de Estudos e Investigação (CEI) da Universidade Católica de Luanda, Alves da Rocha, pediu publicamente ao Governo que clarifique o destino dado a cerca de nove mil milhões de dólares das reservas internacionais do Estado.
Em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA) e posteriormente reafirmado à Agência Lusa, o também consultor do Ministério do Planeamento defende que deve haver "explicações mais claras, mais contundentes" sobre a queda nas reservas, que baixaram "de quase 20 mil milhões de dólares em Novembro de 2008 para os níveis actuais, por volta dos 11,8 mil milhões".
Alves da Rocha confirmou também à Lusa a ideia de que prevalece "um ambiente de dificuldades, de retracção do crédito, de inviabilidade de compra de divisas" e entende que a actual situação é "paradoxal" na medida em que o barril do petróleo estabilizou em torno dos 70 dólares, face aos cerca de 35 no início do ano, sem que isso se reflicta, "por enquanto, no stock das reservas internacionais líquidas".
E questiona: "Por onde é que são canalizadas estas divisas, estas reservas internacionais, porque a procura das divisas não está a ser satisfeita, pelo contrário, está muito aquém" da procura no mercado.
O director do CEI afirma não entender também o porquê da recusa da desvalorização da moeda nacional, o kwanza, actualmente com uma taxa de câmbio na ordem dos 77 kwanzas por dólar, perante a presente queda das reservas líquidas internacionais, face ao período em que estas abundavam.
Alves da Rocha admite dificuldades para o país em sair desta situação: "Eu realmente não sei como é que nós vamos sair desta situação. O que sei é que isto vai ter implicações sobre o crescimento económico deste ano, está a ter implicação ao nível do clima dos negócios e ao nível da confiança que os agentes económicos têm na política económica do Governo, coisa que realmente é muito preocupante".
O economista, um dos mais reputados em Angola, critica ainda a impossibilidade de o país aumentar a produção petrolífera, actualmente em torno dos 1.650 milhões de barris/dia perante um potencial de dois milhões, devido à integração na OPEP em 2007 e às quotas entretanto aplicadas pela organização para estabilizar os preços.

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