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Cabo Verde
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Governo anuncia novas medidas para combater crise no sector turístico
- 21-Jul-2009 - 22:11
O governo cabo-verdiano vai adoptar uma série de medidas para enfrentar a crise económica no arquipélago,
nomeadamente no sector do imobiliário turístico, disse hoje o Primeiro-ministro de Cabo Verde.
Falando aos jornalistas após um encontro com uma delegação da Associação ao dos Promotores do Turismo Imobiliário (Promitur), José Maria Neves adiantou que as medidas serão apresentadas em Outubro próximo, no quadro do Orçamento de Estado para 2010.
Entre as medidas anunciadas pelo executivo figuram a eliminação da taxa "ad valorum" e a redução das custas nos actos notariais em 20 porcento, tendo José Maria Neves prometido também a construção de estradas de acesso aos hotéis e melhorar a iluminação pública.
José Maria Neves adiantou que o governo está actualmente a negociar com o Banco Europeu de Investimentos (BEI) e com o Banco de Investimento e Desenvolvimento da CEDEAO (BIDC) as linhas de créditos para as imobiliárias turísticas que estão em dificuldades em Cabo Verde, indicando ainda que pretende flexibilizar as negociações relacionadas com as moratórias.
"Neste momento, temos cerca de 4.000 milhões de escudos (cerca de 36,2 milhoes de euros) de moratórias que vamos estabelecer com as empresas, dilatando o período de pagamento dos terrenos", avançou.
Para José Maria Neves, as medidas já tomadas e as anunciadas "ajudam a fortalecer" o tecido empresarial cabo-verdiano em tempo de crise, garantindo que as reivindicações da Promitur "estão devidamente encaminhadas".
Por seu lado, o presidente da Promitur, Olavo Correia, antigo governador do Banco de Cabo Verde (BCV), mostrou-se "satisfeito" com as medidas anunciadas pelo governo, mas reforçou que vai "aguardar por resultados práticos".
Para este antigo Governador do Banco de Cabo Verde, o mais importante são os resultados concretos.
"Há uma abertura da parte do Governo em resolver as preocupações levantadas, mas os resultados só serão avaliados quando as decisões forem tomadas e sentidas pelas empresas e pela economia do país", afirmou.
Além das medidas anunciadas, Olavo Correia defendeu que o executivo deve rever o IVA no turismo residencial, para que seja equiparado ao praticado no hoteleiro e legislar todo o seguimento do negócio do turismo residencial, já que "há uma lacuna enorme" nesta matéria.

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