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  Cabo Verde
Kumba Ialá quer «violência democrática» para os manipuladores
- 23-Jul-2009 - 18:30


O candidato apoiado pelo Partido de Renovação Social às presidenciais da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, foi a Bafatá, no centro do país, pedir aos eleitores para baterem nas pessoas que tentarem manipular a votação de domingo, anunciou hoje a Agência Lusa.


"Quem a população surpreender com sacos de dinheiro, boletins falsos para tentar manipular qualquer coisa é melhor tratar-lhe o corpo (...) antes de o levar para o hospital", pediu Kumba Ialá, ressalvando imediatamente que, às vezes, é preciso usar "violência democrática".

"Eu sou contra a violência, mas por vezes é preciso usar a violência necessária para impor a ordem, para acabar com a anarquia. É preciso a violência democrática, para acabar com a violência anárquica e fascista", explicou o antigo presidente guineense.

No comício, Kumba Ialá fez também um "forte apelo" ao voto dos eleitores guineenses.

Na primeira volta do escrutínio, realizada a 28 de Junho, a abstenção foi de 40 por cento, a maior de sempre registada no país.

"Aproveito estas câmaras para lançar um forte apelo para que toda a população guineense, toda a nação guineense, amante da paz, amante da democracia, amante do progresso, no dia 26, deixe todas as outras coisas pequeninas de lado e, dê prioridade ao voto", afirmou Kumba Ialá, num comício na cidade onde nasceu Amílcar Cabral.

"Porque no dia 26 vamos decidir o futuro da Guiné-Bissau. Ou a Guiné-Bissau se constrói definitivamente e segue definitivamente o rumo da paz e democracia ou racha definitivamente e leva cem anos sem paradeiro", alertou o antigo chefe de Estado do país.

Durante o comício, Kumba Ialá explicou também aos seus apoiantes que pretende, se for eleito presidente do país, dar condições de saúde às populações e construir escolas e residências de professores em todas as regiões do país.

Kumba Ialá voltou a lançar fortes ataques ao primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), responsabilizando-os pelo atraso no desenvolvimento do país.


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