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ONU apela aos candidatos para que tenham... juízo
- 24-Jul-2009 - 9:40
Domingo os guineenses vão escolher entre Malam Bacai Sanhá e Kumba Ialá
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou hoje aos candidatos às eleições presidenciais na Guiné-Bissau para que resolvam "pacificamente" os seus diferendos e respeitem os resultados da segunda volta do escrutínio, que se realiza domingo.
O secretário-geral da ONU "apelou ao povo da Guiné-Bissau que participe pacificamente na votação, como aconteceu nas eleições precedentes", refere, num comunicado, o gabinete de imprensa do líder da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Ban Ki-Moon apela aos candidatos às presidenciais que resolvam de forma pacífica e através dos meios legais qualquer diferendo que possa surgir e que respeitem o resultado final" da eleição, acrescenta o comunicado.
O responsável da ONU espera que o escrutínio permita que a Guiné-Bissau progrida no sentido da "estabilidade política" e da "segurança".
Os guineenses vão eleger domingo um novo Presidente, depois do assassínio do Presidente "Nino" Vieira, a 2 de Março, algumas horas após a morte do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, num atentado à bomba.
Dois antigos presidentes disputam a segunda volta: Malam Bacai Sanhá, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), e Kumba Ialá, líder do Partido da Renovação Social (PRS).
As forças armadas do país manifestaram a sua preocupação na semana passada, na sequência da "violência verbal" durante a campanha, pedindo aos dois candidatos que se "abstenham de fazer discursos que possam provocar desordens", e reservando-se o direito de "punir severamente" os infractores.
Pelo menos 140 observadores eleitorais de vários países e organizações internacionais vão acompanhar domingo a segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau.
A União Europeia (UE) enviou uma missão de observação eleitoral liderada pelo eurodeputado belga Johan Van Hecke, que vai chefiar 21 elementos.
À semelhança do que aconteceu após a primeira volta das eleições presidenciais antecipadas, a missão dará a conhecer as suas conclusões preliminares domingo em conferência de imprensa a realizar numa unidade hoteleira de Bissau.
A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia vai permanecer no país até ao anúncio dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais.
Um relatório final, contendo as conclusões e recomendações para futuras eleições, será publicado algum tempo após a conclusão de todo o processo eleitoral.
Além dos 21 elementos da União Europeia, pelo menos 14 elementos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão acompanhar o escrutínio.
Além dos observadores da CPLP e da União Europeia, o Gabinete da ONU de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS) vai coordenar 103 observadores eleitorais.
Os 103 observadores pertencem à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Económica Monetária da África Ocidental (UEMOA), União Africana, Comunidade dos Estados Saharo-Sahelianos, Organização da Francofonia e Rede Africana para a Defesa dos Direitos Humanos, bem como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão e Islândia.

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