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Cabo Verde
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Arquipélago tem «enorme potencial» para exportações do Brasil
- 28-Jul-2009 - 11:11
Cabo Verde tem "um potencial enorme para as exportações" do Brasil, faltando "confiança e conhecimento" para a concretização dos negócios, disse o presidente da principal câmara de comércio cabo-verdiana.
Paulo Lima, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Sotavento de Cabo Verde, comentava à Lusa as perspectivas de negócio com o Brasil, no quadro do V Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, que decorrerá de 27 a 29 de Setembro em Fortaleza, Ceará (Brasil).
"A Câmara de Comércio desenvolveu uma relação importante com as congéneres do Ceará e esse estado brasileiro atingiu rapidamente a segunda posição nas exportações do Brasil. Há um potencial enorme para exportações do Brasil, que podem passar por Cabo Verde. Mas tem de ser feito em conjunto", defendeu.
As empresas brasileiras, sustentou, "devem ser convencidas de que exportar é bom", o mesmo se passando com as facilidades no relacionamento comercial com parceiros cabo-verdianos para explorar mercados como o africano e europeu.
"Já se chegou a uma nova fase. Querem-se encontros de negócio, é esse o modelo a seguir. Os empresários, actualmente, querem mais e melhor, não palestras e seminários", afirmou.
Paulo Lima lamentou as poucas ligações aéreas e marítimas entre Brasil e Cabo Verde, sugerindo que o poder político deve "dar um empurrão" para, primeiro, criar a oferta e, depois, potenciar o negócio.
Já sobre as relações comerciais com Portugal, Paulo Lima lembrou que as empresas cabo-verdianas "conhecem bem o mercado português", mas falta potenciar as parcerias.
"Trazendo empresas com formas de gestão modernas e sofisticadas, associando a empresas cabo-verdianas que conhecem bem o mercado local e sub-regional, poderão potenciar o investimento. Por aí há algo que ainda falta fazer", resumiu.
Questionado sobre o que falta para as motivar, tendo em conta a localização de Cabo Verde no cruzamento entre os mercados da Europa, África e América do Sul, Paulo Lima realçou que têm de se encontrar, em conjunto, "nichos de mercado".

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