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Entrevista
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O síndroma Magalhães
- 28-Jul-2009 - 18:22
Alguém disse há algum tempo atrás - e eu concordo - que o uso intensivo do computador Magalhães pelas crianças, logo desde o primeiro ciclo, vai dar origem a uma geração que não saberá fazer contas. Nada
que aflija os governos de Portugal que ainda não perceberam que um dos principais pilares da evolução dos países é exactamente a educação.
O problema é que parece que não vamos precisar de uma geração para tomarmos consciência de que as pessoas já não sabem fazer contas. E se isso é grave para a população em geral de quem se pretende que, pelo menos, saiba fazer uma cruzinha de quatro em quatro anos, é mais grave ainda, para além de extremamente preocupante, para um ministro. Das Finanças. E agora também da Economia. Dois ministérios onde é suposto haver gente que sabe fazer as contas melhor do que todos nós. Ou então o país que se cuide...
Vem isto a propósito da entrevista do ministro Teixeira Santos à televisão. Não certamente por ter
feito a instrução primária atrás de um Magalhães, mas porventura porque depois da entrega do
milionésimo instrumento acabou por ser contaminado pelo síndroma do dito.
Se bem nos lembramos, todos nós que temos que pagar as contas sem apelo nem agravo, o IVA estava em
19% quando este governo assumiu funções. Um das suas primeiras medidas - depois de ter feito campanha eleitoral e conquistado eleitorado com a promessa de baixar os impostos - foi aumentar o IVA para 21%.
É verdade que depois baixou esse imposto para 20%, 3 anos depois.
Certamente com base no complexo cálculo matemático necessário para tirar uma conclusão, o ministro
Teixeira Santos afirmou a pés juntos que este governo tinha baixado os impostos.
É lamentável por qualquer das pontas que se lhe queira pegar. Ou o ministro não sabe fazer contas, o que é grave. Ou mentiu descaradamente perante uns milhões de espectadores e potenciais votantes, o que é tão ou mais grave.
O que interessa é que, com estas e com outras, vai haver muita gente a votar PS nas próximas eleições
porque "eles baixaram os impostos".
No meu tempo era à reguada...
António J. Ribeiro

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