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Colunistas
Eugénio Costa Almeida



Inaugurada ponte Armando Emílio Guebuza

Este fim-de-semana Moçambique, 34 anos depois da independência ficou, finalmente, ligada por terra de Norte a Sul, ou seja, do Rovuma a Maputo, com a inauguração da ponte sobre o rio Zambeze, Armando Emílio Gebuza.

A ponte, construída por um consórcio luso e com cerca de 2,5 quilómetros de comprimento – uma das maiores de África –, teve como padrinho um familiar do homenageado – tentei ver na Internet realmente quem foi o homenageado, mas não consegui vislumbrar – no caso, o presidente Armando Emílio Guebuza…

Acredito que seria um familiar muito próximo dado a total similitude do nome e não o próprio. Isso só acontece em países de regimes autoritários – caso da actual Ponte 25 de Abril, em Portugal, inaugurada como Ponte Salazar em homenagem ao Chefe de Governo da altura – ou regimes democráticos de partido quase único – recordemos como foi instituída uma Universidade em Angola com o nome de… José Eduardo dos Santos, o ainda actual presidente de Angola.

Por outro lado, em ano de eleições, o presidente não gostaria de ver associado o seu nome a uma obra emblemática porque seria considerado uma tentativa de influenciar o eleitorado, o que só acontece em regimes autocráticos de partidos quase únicos ou mexicanizados…

Ora como Moçambique não é nada disto e abomina a autocracia angolana, como se sabe, a ponte só pode estar a homenagear um familiar do actual presidente. Até porque não foi ele que lançou as bases para a sua construção, pois não?

Segundo sei, foi idealizada durante o regime colonial para ser construída entre os distritos de Caia, na província de Sofala, e Chimuara, na província da Zambézia, levada à construção por Samora Machel, suspensas por volta de 1982, devido à intensidade da guerrilha da Renamo e retomadas após os Acordos de Paz.

Uma vez mais acredito que o homenageado só por mero acaso é que tem o nome do actual presidente de Moçambique. Não acham?...

3/Ago/2009
elcalmeida@gmail.com
http://elcalmeida.net


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