| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Entrevista
|
|
«Queda livre» na zona euro parou, mas mantém-se «zona de incerteza»
- 7-Aug-2009 - 10:32
Presidente do Banco Central Europeu (foto) apela à prudência e à vigilância
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, considerou hoje que a economia mundial deixou de estar em "queda livre", embora ainda não tenha sido ultrapassada a "zona de incerteza". "Estamos ainda num período de contracção da actividade económica", mas "estamos a sair do período de queda livre", declarou Trichet à radio RTL, advertindo que ainda não há razões "para se estar muito optimista".
"A zona de incerteza em que estamos desde a intensificação da crise em meados de Setembro de 2008 não passou ainda para trás de nós", acrescentou, apelando à "prudência" e à "vigilância".
O BCE decidiu, entretanto, manter os juros no valor mínimo de 1%. Ciente de que não são necessários mais estímulos à economia, o governador do BCE faz ainda questão de puxar as orelhas à Banca.
O chefe da política monetária da Zona Euro diz que é importante que a banca comercial reflicta as medidas tomadas pelas autoridades. "Façam o seu trabalho que é emprestar [dinheiro]", alerta.
Trichet admite que "o aperto das condições [de concessão de crédito] está a aliviar progressivamente", mas lembra que ainda "há muita coisa para ser feita".
Em Portugal os bancos agravaram o spread nos créditos à habitação para compensar descidas das Euribor.
Pelo discurdo de Trichet fica evidente que o BCE está agora à espera de uma recuperação mais rápida do que a inicialmente projectada. "Durante este ano, o ritmo da actividade económica vai manter-se fraco, mas, depois de um período de estabilização, podemos voltar a taxas de crescimento trimestrais positivas, a partir de 2010", afirmou.
O presidente do BCE explicou, em entrevista à Reuters, que têm surgido "alguns indicadores qualitativos e quantitativos que confirmam o abrandamento no ritmos de contracção da economia".
Além disso, assinalaram alguns analistas, há um mês, Trichet tinha falado de um regresso do crescimento a partir de meados de 2010, tendo agora antecipado uma retoma a partir de 2010. Questionado sobre se o novo calendário de recuperação representava um aumento do optimismo, o presidente do BCE admitiu uma eventual "mudança no perfil do crescimento", embora reservando uma opinião mais definitiva para o próximo mês, quando forem divulgadas as novas projecções económicas do BCE para a zona euro.
Trichet desvalorizou ainda os riscos de deflação, classificando a queda homóloga de preços de 0,6 por cento registada em Julho na zona euro de "temporária", assegurando que até ao final do ano, a taxa de inflação regressará a valores positivos.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|