| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Brasil
|
|
Embaixador em Lisboa defende aliança corporativa a favor da CPLP
- 5-Jul-2003 - 14:44
O embaixador brasileiro em Lisboa, José Gregori, considerou hoje que Portugal e Brasil deveriam ser "uma única voz" na defesa das grandes questões internacionais.
Em entrevista à Agência Lusa, José Gregori realçou que no futuro "os dois países deveriam transformar a amizade fraterna numa aliança corporativa", sendo "a paz, o desenvolvimento e o combate à fome as grandes questões que Portugal e Brasil deveriam tratar a uma única voz".
O embaixador, que na segunda quinzena de Agosto abandona o cargo, ocupado durante ano e meio, fez à Agência Lusa um balanço da sua actividade, realçando que Portugal "comportaria o triplo do investimento brasileiro".
Apesar do investimento brasileiro ser ainda muito pouco expressivo, considerou que em Portugal existem "condições favoráveis" para que as empresas brasileiras apliquem os seus capitais.
"Nenhum brasileiro que veio para Portugal durante este ano e meio revelou frustração com os seus negócios", disse, adiantando que tem acompanhado estudos que revelam a abertura do mercado português para investimentos brasileiros.
Destacando "a grande aposta dos empresários portugueses no Brasil", José Gregori considerou esses investimentos como um dos factores mais relevantes no relacionamento entre os dois países.
"Os empresários portugueses continuam confortáveis e desejosos de se expandirem no Brasil", precisou.
Do ponto de vista diplomática, o ex-ministro da Justiça do Brasil e ex-secretário dos Direitos Humanos destacou também a conversa permanente que manteve com os investidores portugueses no Brasil, aquando das eleições presidenciais brasileiras, em Outubro de 2002.
Explicou que na altura os portugueses manifestaram-se preocupados com a actual situação política brasileira.
"Disse aos portugueses que a democracia brasileira, que tinha passado por eleições, era suficientemente sólida para absorver o sentido positivo da vitória de qualquer um dos candidatos", sustentou.
"Acho que diplomaticamente consegui convencê-los de que os temores eram infundados e não haveria nenhum tipo de ruptura na interrupção do fluxo e acolhimento do investimento português no Brasil", salientou.
Outro assunto que marcou a estada do embaixador brasileiro em Lisboa foi "o grande contigente de mão-de-obra" proveniente do Brasil que veio para Portugal, tendo alguns deles conseguido encontrar o seu espaço no país, enquanto outros ainda não ultrapassaram a barreira da ilegalidade.
Segundo o ex-ministro da Justiça, os brasileiros que vivem ilegalmente em Portugal há já algum tempo e façam os seus descontos para a segurança social e finanças poderão ter a sua situação resolvida em breve.
"Felizmente Portugal e Brasil estão em conversações para superar o problema", referiu, acrescentando que surgirá em breve um documento que soluciona a vida dos imigrantes brasileiros ilegais no país.
Desconhecendo-se ainda qual a forma específica que vai assumir o documento, podendo ser uma acta, protocolo de entendimento ou acordo, José Gregori disse que estará pronto antes da visita do presidente do Brasil a Portugal, entre os dias 10 e 12, mas não sabe quando será assinado.
Sobre a primeira visita de Estado que o presidente brasileiro efectua a Portugal, o embaixador disse que "é um bom momento para o povo saber o quanto é intensa a relação entre ambos os países".
Além do fortalecimento da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o reforço dos investimentos portugueses no Brasil, esta deslocação servirá igualmente para demonstrar que "o europeísmo português não significa nenhum intromissão da sua ligação com o Brasil", considerou.
Comentando a política externa do Presidente Lula, José Gregori referiu que "é lúcida em termos da América Latina, aposta no futuro em relação a África e é realista no que toca aos Estados Unidos".
Manifestou ainda o seu desejo da política externa ser "o mais possível operacional em relação a Portugal e à CPLP".
Quando deixar Portugal, na segunda quinzena de Agosto, o ex- ministro da Justiça brasileiro vai "fazer parte da família militante da causa Brasil/Portugal", pretendendo fazer algo, a nível da sociedade civil, para fortalecer essa união, além de continuar a luta pelos direitos humanos.
Confessou ainda à Agência Lusa que terá saudades da "luminosidade do céu lisboeta e da ternura dos portugueses".

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|