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  Cabo Verde
«História do país é como uma corrida de estafetas»
- 5-Jul-2003 - 18:49

O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, comparou hoje a história do país a uma "corrida de estafetas", em que as gerações mais antigas têm a obrigação de entregar um testemunho "mais qualificado" às mais jovens.


Ao discursar hoje na cerimónia comemorativa do 28º aniversário da independência nacional (05 de Julho de 1975) Pedro Pires considerou necessário transmitir à juventude os valores certos e estimuladores, de forma a "colocar Cabo Verde num novo patamar de desenvolvimento".

"Os valores do trabalho aturado, do compromisso, da perseverança, da confiança em si, nos seus cidadãos e no futuro do país", enumerou o chefe do Estado.

Na sua perspectiva, a principal riqueza dos cabo-verdianos é serem "inconformados com as limitações do hoje", o que os torna "construtores inquietos de um amanhã mais risonho e promissor".

As gerações nascidas no pós-independência - salientou - tem dificuldades em imaginar o Cabo Verde antes de 1975 e, felizmente, desconhecerão as mortes que no passado dizimaram a população durante as fomes cíclicas, ou situações como as das crianças que não frequentavam a escola e pereciam com uma simples diarreia.

"Em 28 anos mudamos completamente a face do nosso país. Num continente (África) onde a violência grassa temos vindo a destacar- nos pela positiva, pela forma cívica e pacífica como gerimos os processos de mudança política, de 1991 e 2001, e a forma realista e séria como temos gerido o bem público", salientou.

Para o presidente cabo-verdiano, apesar das inegáveis conquistas, a independência nacional pode ser "um símbolo inspirador de novas largadas", porque ainda muito falta fazer, como eliminar a pobreza.

"Ainda não atingimos nesta caminhada o ponto de não retorno. Impõe-se reconhecer que muitos continuam a ter acesso deficiente à saúde e à educação e ainda muito falta para erguer um sistema económico que garanta o progresso e o bem estar sustentáveis", observou.

E, para "dar esse salto", um "desafio central" se coloca hoje à sociedade cabo-verdiana: o de assumir novas atitudes e comportamentos.

"Estamos numa encruzilhada: ou repetimos o que temos feito ao longo destas quase três décadas ou inovamos de modo a dar o tal salto que nos colocará num patamar superior de desenvolvimento", acrescentou.

Para o alcançar, sustentou Pedro Pires, "é essencial interiorizar uma cultura de resultados", com uma acção para ganhos de eficácia, "que não se coaduna com o adiar constante de resultados, nem com a gestão rotineira das instituições".

No seu entendimento, os cabo-verdianos "devem repensar as suas instituições e reconstrui-las, de forma a que estas estejam configuradas para estimular o trabalho bem feito, o trabalho concluído, a eficácia e a produtividade".

"O 05 de Julho, além de ser uma das mais maravilhosas realizações da nossa nação, constitui uma aposta decisiva no homem cabo-verdiano", realçou Pedro Pires, aludindo às condições adversas da natureza no país e à inexistência de recursos naturais no subsolo.

O chefe de Estado cabo-verdiano lembrou que, ao assumirem esses desafios, os protagonistas na altura "tinham entre mãos os sonhos de muitas gerações que os antecederam", numa altura em que chegara a altura de provar perante o mundo e eles mesmos a capacidade de acção histórica.

"Assim, pedra sobre pedra, conquistamos o terreno à descrença, à desesperança e ao fatalismo. Atacamos os problemas em várias frentes, educação, saúde, ambiente e segurança alimentar, mas também de dignidade e de esperança", recordou Pedro Pires, que foi primeiro- ministro nos primeiros 15 anos de independência, entre 1975 e 1991.

No final do seu discurso na cerimónia comemorativa da independência nacional, Pedro Pires agradeceu aos países estrangeiros que têm ajudado na construção do Estado de Cabo Verde.

Por seu lado, o presidente da Assembleia Nacional cabo- verdiana, Aristides Raimundo Lima, considerou que, não obstante os ganhos do exercício da soberania nacional, o país se depara com dois grandes desafios: o da modernização da economia com justiça social e o do combate à pobreza.

A educação e o investimento no "capital humano" são considerados outros desafios do país por aquele alto magistrado da nação.

Nas comemorações deste ano foi homenageado postumamente o primeiro Presidente da Assembleia Nacional Popular do país, Abílio Duarte, que assinou também o termo de transferência da soberania de Portugal do arquipélago de Cabo Verde, há precisamente 28 anos.

Para o presidente cabo-verdiano, companheiro de luta pela independência nacional, Abílio Duarte foi "um dos construtores, desde a primeira hora, do projecto de libertação nacional".

Poeta, compositor e pintor, Abílio Duarte passa a ter o seu nome atribuído ao salão nobre do palácio da Assembleia Nacional de Cabo Verde.

Na cerimónia, Agostinho Lopes, líder do Movimento para a Democracia (MpD), principal partido da oposição, reiterou a disposição para servir Cabo Verde, seja a governar seja na oposição.

Sidónio Monteiro, líder parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), no poder, lançou um repto à sociedade e à classe política para se encontrarem os consensos necessários para vencer os grandes desafios.

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