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  Comunidades
PS promete resolver «problema» do consulado de Londres, PSD acusa Governo
- 14-Sep-2009 - 11:39

O consulado de Londres foi o "problema" que faltou resolver, admitiu hoje o cabeça-de-lista do PS pelo círculo da Europa, enquanto o candidato do PSD acusa o Governo de ter "maltratado" os portugueses no Reino Unido.



No final de um encontro com emigrantes portugueses em Londres, o candidato socialista, Paulo Pisco, aceitou que existem razões para as críticas ao funcionamento do posto consular, nomeadamente sobre o número de funcionários ser insuficiente.

"Há um excesso de procura e dificuldade em corresponder a essa procura", disse, em declarações à agência Lusa.

Paulo Pisco argumentou, porém, que o Governo de José Sócrates iniciou uma restruturação consular que "ficou praticamente concluída", que implicou a "modernização, informatização e desburocratização" de muitos postos e a "adaptação da rede consular às necessidades".

O Executivo socialista conseguiu também "resolver problemas bicudos", como os casos dos consulados do Luxemburgo e Genebra. Todavia, admitiu, "o consulado de Londres foi o problema que não ficou resolvido".

Já o cabeça-de-lista do PSD, Carlos Gonçalves, considera a questão do consulado londrino o "exemplo mais evidente da falta da sensibilidade do engenheiro José Sócrates para as comunidades portuguesas".

O deputado social-democrata lamentou que o Governo deixe, ao fim de quatro anos, um "atendimento consular quase inexistente, que é incapaz de responder minimamente às necessidades".

Durante um encontro com militantes em Londres, Carlos Gonçalves denunciou o facto de estarem a ser contratados funcionários para o consulado de Paris e de não ter sido feito o mesmo na capital britânica.

"Esta comunidade foi a mais maltratada pelo engenheiro Sócrates nesta legislatura", acusou, em declarações à agência Lusa.

Carlos Gonçalves entende que devem ser reforçados os recursos humanos do consulado e o acompanhamento aos problemas sociais dos portugueses.

O cabeça-de-lista socialista disse que a dotação de melhores meios físicos, técnicos e humanos será uma prioridade num eventual próximo governo socialista na qual se empenhará pessoalmente.

Apesar de terem estado ambos na mesma cidade e em locais a poucas centenas de metros de distância, em Stockwell, no sul de Londres, os cabeças-de-lista socialista e social-democrata não se cruzaram.

O confronto está marcado para hoje em Bruxelas, onde participam num debate com outros candidatos, à imagem do que aconteceu no sábado em Paris.

Os dois têm ainda previstas deslocações a várias cidades francesas e alemãs, prevendo abrandar a campanha eleitoral a partir de meados da semana seguinte, pois consideram que a maioria dos votos por correspondência será enviada nos próximos dias.

A acompanhar Paulo Pisco, na quinta-feira, em Paris, estará o líder do PS, mas o candidato rejeitou que este seja um sinal da consciência de que o voto nos círculos eleitorais dos emigrantes possa vir a ser necessário para uma maioria socialista.

"Consideramos que os portugueses que estão fora devem estar em pé de igualdade e a deslocação de José Sócrates significa que dá a mesma importância [aos emigrantes]", justificou.

Fonte: Expressso


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