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Angola: até onde vai a nossa paciência?
- 18-Sep-2009 - 11:23
Os líderes africanos que outrora se intitulavam defensores da liberdade, democracia, igualdade de direitos políticos e económicos dos seus povos transformaram-se hoje em exploradores do seu próprio povo. Várias anos depois da criação da OUA e conversão em União Africana (UA) com princípios democráticos imaculados, os “heróis de ontem viraram os vilões de hoje”, ficaram reféns do poder e viraram também os “carniceiros” dos seus próprios povos...
Por Fernando Vumby
Temos o exemplo concreto de "Zé Eduardo dos Santos", um dos maiores carrascos e assassino do continente africano, que nem se tem importado em enviar seus compatriotas para outras lutas em países vizinhos, muitos deles acabando por morrer em cadeias nesses países, presos e executados para não revelarem verdades sobre seu envolvimento e de ordens recebidas, para liquidarem chefes Estados de países vizinhos, por terem boas relações com a então UNITA de Jonas Savimbi, segundo revelam documentos, nunca divulgados, numa altura em que nenhum país quer perder terreno na exploracâo das riquezas de Angola.
O sonho dos africanos pela liberdade foi durante anos posto em causa e continua a ser posto em causa por alguns antigos e novos dirigentes africanos. As experiências, tais como a do Zimbabwe, Quénia, Madagáscar, Comeres, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, Angola, Sudão, Tchad, Gabão, Congo Brazzaville, Guiné-Equatorial, Somália, entre outros revelam o quão negra é a realidade africana.
Vários são os dirigentes, presidentes, líderes que em nome de interesses individuais protelaram o futuro do seu povo envolvendo-se em esquemas de corrupção, pilhando o seu próprio povo, guerreando o seu próprio povo, deixando-se manipular contra o seu próprio país, defendendo interesses das elites europeias a troco do sangue dos seus compatriotas.
Foi o que fez Idi Amin Dada no Uganda, Mobutu Sesse Sekou, no antigo Zaire. E é, o que fazem dirigentes como Eduardo dos Santos em Angola, Denis Sassou Nguesso no Congo Brazzaville, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo na Guiné- Equatorial, R. Mugabe e outros tantos ladrões, envolvidos em escândalos de corrupção dentro e fora dos seus países.
A vida política dos países africanos está constantemente envolta em suspeições, quanto à natureza dos negócios que os governantes realizam com empresários, empresas de negócios que envolvem a função pública. Favores estes que custam caro à economia dos próprios países e, no caso de Angola, até tem custado a vida de muita gente honesta e o afastamento de outros, não dispostos a pactuar com um sistema desumanamente perverso.
A situação em África é de tal sorte preocupante, principalmente quando às forças de segurança dos países vivem em estreita parceria com os líderes do crime organizado, do tráfico de drogas e pessoas, de tráfico de influência e informações, que vezes sem conta, como atesta a Guiné-Bissau, acabam de forma trágica, e nâo duvido que o mesmo, tarde ou cedo venha acontecer em Angola, apesar do cerco movido pelo sistema ditatorial.
O pior para os povos africanos, nestes anos de história, é que para além de serem roubados pelos seus próprios dirigentes, é de verem o produto desse roubo parar em bancos de países desenvolvidos, autênticos paraísos fiscais, beneficiando terceiros em detrimento dos seus legítimos proprietários.
É verem os biliões de dólares serem utilizados para comprar mansões em Marbella, Espanha, Cascais, Albufeira, Rio, como fez Mobutu e faz Eduardo dos Santos, a sua família, amigos e os milhões que estes têm depositado em cofres suíços e de outros países que serviriam para reconstrução da República Democrática do Congo (ex-Zaire), ou então, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que segundo a Human Right Watch, o seu governo desviou 8 biliões de dólares das receitas do petróleo do país, entre 1997 e 2008, para nâo falar do tráfico de diamantes praticado por pessoas como embaixadores que têm dezenas de homens no garimpo, e gozam da imunidade que têm de entrada e saídas para os países que queiram.
A Human Right Watch tem na forja uma lista de nomes dessas figuras que não são poucas, mas como roubar tornou-se lei nacional nalguns países como Angola, essas pessoas nem se assustam em ver seus nomes tornado públicos, e como a imoralidade é tanta, quem sabe até, lhes dê mais coragem. Como diz o ditado (filho de peixe é peixe ) "Nasce ladrão e morre ladrão".
Dentre os muitos distorces que ocorrem em Angola em funcão do debate político e dos interesses que flutuam em torno do poder público, há uma verdade, é que estamos perdendo a luta contra os abusos, desrespeito, contra o povo e contra as próprias leis constitucionais, porque as leis foram substituídas pelas intenções de Eduardo dos Santos.
Ele conhece bem o povo medroso que governa, que tudo aceita e não se importa desse seu estilo de governação, senão já o teria feito correr de cuecas acompanhado da sua camarilha.
Tanto debate televisivo e no fim acabamos todos humilhados e sempre dispostos a cumprir as ordens de pessoas tão criminosas que deveriam estar encarcerados se estivéssemos num país verdadeiramente democrático.
Se quisermos salvar Angola e garantirmos um país melhor para nossos filhos e netos, repito: Temos que arranjar novas formas de luta.
O outro dizia: “Quando a guerra for necessária nâo podemos cruzar os braços”. "É preciso, mostrarmos o nosso cansaço e perca de paciência, com acções concretas, principalmente quando nossa linguagem nâo é entendida. Não posso conceber nem entender como é que angolanos bem intencionados fiquem tantos anos amarrados lá porque têm medo das armas, que estão nas mãos dos seus próprios filhos, irmãos, amigos, parentes e conhecidos? Basta surgir entrevistas fortes, movimentações, declarações permanentes, apupos, enfim, qualquer tipo de expressão de descontentamento para com o estilo nojento, revoltante e por vezes até cómico como Dos Santos nos tem governado”.
Os resultados palpáveis da sua gestão só não vê quem é maldoso ou conivente .
Vivemos tempos graves,que mostram sermos o único povo, com paciência sem fim, porque senão não os teríamos deixado ir tão longe. As coisas estão tão distorcidas que cheira a divisão, confronto e má intençâo. É hora de pensar em Angola e não de quem está no poder.
Oposição é uma coisa. Aliás Dos Santos é bem conhecido com estratega e especialista em destruir oposições, não se importando mandar matá-los ou prender e por isso, se sente avontade por não ter uma oposição que lhe tire o sono. A confiança é tanta que as suas palavras se transformam em leis para serem cumpridas, enquanto lá vâo os nossos políticos perdendo as suas cabeças, fazendo propostas que este governo arrogante e ganancioso nem perde tempo em considerá-las.
A distorção da realidade é o prato servido todos dias, a noção de liberdade de expressão é a de que a deles é sagrada e de quem nâo concorda é dispensável e deve ser reprimida. Está na hora da oposição ser oposição, e do governo deixar de esconder os seus erros, fraqueza e incompetência, para o bem de todos nós.

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