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  Cabo Verde
Já e em força para onde se fala português e o dinheiro sobra
- 24-Sep-2009 - 11:05


Operadoras lusas apostam nos países lusófonos. Sonaecom e Cabovisão esperam para ver

As operadoras de telecomunicações portuguesas estão a apostar nos países de língua portuguesa, com a PT, Visabeira e AR Telecom presentes em mercados lusófonos, a ZON e ONI a preparar a entrada, enquanto a Sonaecom e a Cabovisão estão, por agora, de fora. “África tem para a Portugal Telecom uma importância estratégica”, assinala reiteradamente o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, um continente onde está presente há mais de 20 anos, com participações em Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Brasil.


Em Angola, estão presentes a PT e a Visabeira, sendo que a ZON deverá entrar no mercado em Novembro, enquanto a ONI quer entrar em 2010.

A PT está presente em Angola através da Unitel, líder no sector móvel, onde detém 25%, e da Multitel, prestador de serviços de dados “corporate” e residencial, com 40%. Em 2008, a operadora portuguesa lançou o portal Sapo Angola.

Também em Angola, a Visabeira detém 100% da COMATEL (sistemas de telecomunicações, redes fixas e móveis), sendo a principal empresa do setor, com ctuação no território angolano e delegações nas principais províncias. Está presente na TV Cabo Angola através de uma parceria a 50% com a Angola Telecom.

Zon prestes a chegar a Angola

De partida para Angola, está a ZON, que já montou uma operação financeira através da holandesa Teliz, empresa que comprou, por sua vez, 30% do capital da Finstar, uma “aquisição condicionada” por regras da Lei Angolana”.

De olhos postos em Angola está também a ONI, que pretende ali abrir uma empresa na área do mercado empresarial no primeiro trimestre de 2010. Segundo revelou o presidente executivo da ONI, Xavier Rodriguez-Martín, a empresa espera “ter uma operação local para materializar os serviços das grandes empresas angolanas”.

Moçambique é outro mercado apetecível. A PT está presente desde 1989, através da LTM (Listas Telefónicas de Moçambique), onde possui 50%, e da Teledata, através de uma “joint-venture” com a TDM na área de internet. O reforço do investimento da PT passou também este ano pelo lançamento do Sapo Moçambique.

Também a Visabeira detém 50% do capital da TELEVISA, a principal empresa da área da engenharia de redes de telecomunicações moçambicana, em parceria com a TDM, o principal operador público de telecomunicações nacional, que actua nos sectores fixo e móvel e opera em todas as províncias moçambicanas através de 11 delegações.

Igualmente em parceria com a TDM, a empresa portuguesa está na TV Cabo, pioneira na África Austral e líder no mercado moçambicano.

Brasil atrai

No Brasil, estão presentes a PT e a Ar Telecom, mas a ONI também tem planos para avançar. A PT tem uma parceria de 50%, com Telefónica, na operadora móvel brasileira Vivo, líder na América Latina, com 46 milhões de clientes.

Já o Grupo SGC, detentor do operador de telecomunicações AR Telecom, investiu cerca de 60 milhões de euros na ACOM nos últimos anos, possuindo cerca de 80 mil serviços ativos de TV e banda larga.

A ONI está também interessada no Brasil, onde pondera comprar uma empresa na área do IP.

A PT está ainda presente em Cabo Verde (onde em 1995 comprou 40% do capital social da CVT), São Tomé e Príncipe (51% da CST) e na Guiné-Bissau (40% na Guiné Telecom e 55 por cento da Guinetel).

Entre os operadores de telecomunicações, a Cabovisão e a Sonaecom ainda não estão presentes nos mercados lusófonos e não prestam quaisquer declarações quanto ao eventual interesse em avançar com investimentos naqueles países.

Fonte: Mundo Lusíada/NL


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