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Brasil e Moçambique sobem na liberdade de imprensa
- 20-Oct-2009 - 15:19
Repórteres Sem Fronteiras revelam que Portugal tombou do 16º lugar para o 30º e Angola passou do 116º para a 119º
Brasil e Moçambique foram os únicos países de língua portuguesa que em 2009 viram melhorada a liberdade de imprensa, de acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Cabo Verde continua a figurar entre os 50 melhores, e Angola desceu da posição 116º (em 2008) para a 119º (em 2009).
A organização RSF considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16º para o 30º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas. Nada, aliás, que os Jornalistas portugueses não tivessem revelado... sempre que puderam.
Recorde-se, no caso de Portugal, que pelo menos 181 jornalistas das redacções do Porto de vários órgãos de comunicação social perderam o emprego nos últimos cinco anos, 54 dos quais no despedimento colectivo anunciado pelo grupo Controlinveste.
Justificado pelo grupo de Joaquim Oliveira com a "evolução acentuadamente negativa do mercado" e a "profunda quebra de receitas", o despedimento feito este ano abrangeu um total de 75 jornalistas do Jornal de Notícias (JN), Diário de Notícias (DN), O Jogo e 24 Horas. Destes, 54 (23 no JN, seis no DN, 15 n' O Jogo e 10 no 24 Horas) nas redacções do Porto destas publicações.
Por seu lado, este ano, o Brasil surge no posto 71º do ranking, tendo subido 11 posições relativamente ao ano passado.
Segundo a RSF, a subida do Brasil deve-se ao facto de estar a "beneficiar dos esforços desenvolvidos pelo governo de Lula da Silva em matéria de acesso à informação", mas "apesar das evoluções positivas, ainda padece de uma violência persistente contra os meios de comunicação nas grandes aglomerações urbanas e nas regiões do Norte e do Nordeste".
"A censura preventiva permanece activa em certos Estados, nos quais as autoridades controlam a media local", refere a organização, lembrando o fim da "lei de imprensa herdada da ditadura militar" naquele país, que ocorreu a 1 de Maio passado.
Em África, nomeadamente nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Moçambique foi o único país a registar uma subida no ranking da liberdade de imprensa, tendo passado da posição 90º (em 2008) para a 83º (em 2009).
A ocupar o 44º lugar, Cabo Verde continua a figurar entre os 50 países com maior liberdade de imprensa, apesar de ter descido sete posições.
A Guiné-Bissau surge no lugar 92º (em 2008 estava na 81º posição) e vê os Repórteres Sem Fronteiras mencionarem a "suspensão temporária de alguns meios de comunicação social" e o abandono do país por parte de alguns jornalistas após os assassinatos do presidente João Bernardo Nino Vieira e o chefe de Estado-Maior Tagme Na Waié.
O relatório refere ainda que Angola desceu da posição 116º (em 2008) para a 119º (em 2009) e Timor-Leste caiu nove lugares e ocupa agora o lugar 74º da lista.

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