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Entrevista
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À conversa com Luandino Vieira na cidade de Viana do Castelo
- 21-Oct-2009 - 12:23
A iniciativa pretende proporcionar a oportunidade de diálogo com alguns dos mais importantes vultos da cultura
A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo (norte de Portugal) vai promover, no próximo dia 30 de Outubro pelas 21h30, mais um À conversa com…, desta vez com José Luandino Vieira, numa sessão de lançamento do seu novo livro de narrativas intitulado “O Livro dos guerrilheiros”. A iniciativa pretende proporcionar a oportunidade de conviver e de promover, em torno do livro, o diálogo e a troca de conhecimentos com escritores. O convidado desta sessão, português de nascimento e angolano de alma e coração, é um dos mais ilustres escritores de língua portuguesa.
Assim, “À Conversa com…” pretende ser um espaço de incentivo à leitura, de divulgação das obras dos autores da actualidade, de promoção da cultura e do conhecimento, e, sobretudo, de interacção entre o público leitor e os escritores e inclui encontros com escritores, sessões de autógrafos e lançamento de novos livros, entre outras actividades.
Português de nascimento, Luandino Vieira passou a juventude em Luanda, onde concluiu os estudos secundários. Por combater nas forças do MPLA durante a Guerra Colonial, contribuindo para a criação da República Popular de Angola, adquiriu a cidadania angolana.
Preso pela PIDE, pela primeira vez em 1959, acusado de ligações ao movimento independentista (Processo dos 50), acabaria condenado a catorze anos de prisão, em 1961.
Antes disso a Sociedade Portuguesa de Autores, então presidida por Manuel da Fonseca, pretendera atribuir-lhe o Prémio Camilo Castelo Branco, pela sua obra Luuanda. Essa acção fez com a PIDE/DGS levasse a cabo uma acção de desmantelamento da SPA. Luandino cumpriu a pena de prisão no Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, regressando a Portugal em 1972, com residência vigiada em Lisboa.
Em 1975 regressou a Angola onde ficou até 1992. Foi director da Televisão Popular de Angola, de 1975 a 1978, director do Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA, até 1979 e director do Instituto Angolano de Cinema, de 1979 a 1984.
Participou na fundação da União dos Escritores Angolanos, de que foi Secretário-Geral (1975-1980 e 1985-1992). Foi também Secretário-Geral Adjunto da Associação dos Escritores Afroasiáticos (1979-1984). Com o fiasco das primeiras eleições livres (em 1992) e o reinício da guerra civil, acabou radicado no Minho.
Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário para a língua portuguesa. Contudo, recusou o prémio alegando «motivos íntimos e pessoais», segundo um comunicado de imprensa. Entrevistas posteriores, sobretudo ao Jornal de Letras, Artes & Ideias, esclareciam que o autor não aceitara o prémio por se considerar um escritor morto e, como tal, o Prémio deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir.

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