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Cabo Verde
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Livro revela que genes portugueses são mesmo muito diversificados
- 28-Oct-2009 - 11:15
«Cabo Verde tem uma elevada percentagem de linhagens paternas europeias que vão decrescendo para São Tomé, Angola e Moçambique»
O livro “O Património Genético Português”, de Luísa Pereira e Filipa M. Ribeiro, que será lançado hoje na FNAC da Santa Catarina, no Porto (Portugal), demonstra que os genes portugueses são muito diversificados e conclui que para além das linhagens genéticas europeias, os portugueses têm genes vindos de África.
Luísa Pereira, professora no Instituto de Patologia Molecular, sublinha que a obra se debruça sobre as diferenças nos genes dos portugueses e não nas diferenças que se detectam a olho nu.
Por exemplo, na região sul de Portugal, a população não é necessariamente mais escura, mas ali têm mais incidência de genes africanos do que no resto do país.
«Onze por cento da população do sul de Portugal», que são tipicamente portugueses, «têm uma linhagem subsariana», disse.
Para além das diferenças entre regiões, as autoras do livro focaram atenções em duas localidades. Enquanto em Mértola prova-se que a prolongada presença de mouros deixou marcas genéticas fundas, vê-se que a comunidade cripto-judaica de Belmonte teve origem em pouquíssimas mulheres.
«Quando estudámos essa comunidade, vimos que actualmente cerca de 96 por cento dos indivíduos de Belmonte partilham a mesma linhagem materna», disse Luísa Pereira.
Os descobrimentos portugueses também tiveram impacto nos genes de outros povos, sendo que aqui, o que se observa é que quem espalhou os genes nacionais foram os homens.
Segundo Luísa Pereira, Cabo Verde tem uma elevada percentagem de linhagens paternas europeias que vão decrescendo para São Tomé, Angola e Moçambique.
A investigadora sublinha ainda que Espanha, apesar de ter tido escravos africanos, não é tão influenciada geneticamente por eles como Portugal

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