As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 toda a lusofonia aqui
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  Cabo Verde
Presidente moçambicano admite coordenar esforços militares com Angola
- 14-Jul-2003 - 18:42

O presidente moçambicano, Joaquim Chissano, manifestou segunda-feira em Maputo a disponibilidade de o seu país conjugar meios e esforços com Angola na criação de uma força de paz, prevista pela União Africana (UA), em entrevista à Agência Lusa.


Por Adalberto Rosa e António Mateus
da Agência Lusa

Chissano, também presidente da UA, salientou que esse trabalho poderia "contemplar a troca de "notas" (informações), exercícios conjuntos e até mesmo a angariação de fundos com esse objectivo".

Joaquim Chissano falava no Palácio da Ponta Vermelha, após ter recebido mais de quatro dezenas de Chefes de Estado, na II Cimeira da UA, em que assumiu a tarefa de liderar, durante os próximos 12 meses, a operacionalização do projecto de renascimento de África (Nova Parceria para o Desenvolvimento de África - NEPAD) e a pacificação desta.

Na entrevista, em que falou também dos seus projectos pessoais, após se retirar das presidências de Moçambique e da UA (em 2004), Joaquim Chissano destacou o papel que os PALOP podem desempenhar no novo contexto africano.

Os países lusófonos podem ter "um papel muito importante, sobretudo depois da paz recuperada em Angola", disse, juntando ainda Cabo Verde pelos "progressos" que este país insular tem averbado.

Estes três países "podem criar uma atmosfera capaz de servir de exemplo" nas regiões em que se encontram inseridos, nos capítulos da democratização, da reconciliação, do desenvolvimento económico e da cooperação, sustentou Menos optimista, todavia, mostrou-se quanto à realização, ainda durante o seu mandato presidencial, da concretização da II Cimeira Europa-África que deveria ter tido lugar no início de Abril em Lisboa e foi adiada "sine die" devido a um braço-de-ferro entre os dois blocos, relativamente à participação do presidente zimbabueano no encontro.

A União Europeia decretou sanções que impedem, entre outros efeitos, a entrada de Robert Mugabe e de uma série de outros responsáveis superiores da administração zimbabuana no espaço comunitário, depois de uma série de abusos cometidos pelo executivo de Harare.

Quando a generalidade dos observadores ocidentais rejeitou as eleições presidenciais, realizadas há cerca de um ano no Zimbabué, devido a uma série de irregularidades, incluindo a interdição de acesso da oposição, em campanha eleitoral, aos media públicos, a (ainda) OUA - actual UA -, cerrou fileiras em torno de Mugabe.

Uma postura que se reeditou quando a UE quis efectuar a Cimeira de Lisboa sem Mugabe, provocando um impasse persistente até à data e que Portugal gostaria de ver ultrapassado, preferivelmente durante a presidência lusófona da UA.

"É um pouco problemático", ripostou Chissano, ao ser confrontado pela Agência Lusa com tal hipótese.

"Tudo depende da situação no Zimbabué,mas também da solução do problema no Saara... para o caso do Zimbabué vamos tentar encontrar uma maior reconciliação entre a Europa e o Zimbabué, através de progressos que esperamos venham a verificar- se no próprio Zimbabué, no decurso deste ano".

Reservas que se revelariam mais fundadas em cautelas de discurso do que em cepticismo numa solução, quando questionado se, apesar de tudo, haveria perspectivas de uma saída a curto prazo para a crise no Zimbabué: "Sim - hesita - há perspectivas de soluções zimbabueanas... ou africano-zimbabueanas... há "perspectivas... mas é uma dessas coisas que, para se ter sucesso, o melhor é não desvendar antes. É como tentar cortar uma fruta ao meio para ver como está por dentro antes de ficar madura...

esperando que ela vai amadurecer".

"Então ela não amadurecerá, vai mas é apodrecer. Nós vamos, por isso, deixar esta fruta amadurecer", avançou enigmático.

Joaquim Chissano tem multiplicado diligências diplomáticas, juntamente com o anterior presidente da UA e chefe de Estado da África do Sul, Thabo Mbeki, em busca de uma saída para a crise que lançou o Zimbabué, antigo celeiro regional, numa crise política e sócio- económica sem precedentes.

Um esforço que foi estendido no último ano a uma busca intensiva de paz para todo o continente e que Chissano disse à Agência Lusa ir constituir a prioridade de topo da sua presidência da UA.

"Estamos no bom caminho. Agora é preciso assegurar que não haja novos conflitos e que as soluções encontradas sejam consolidadas", defendeu.

Considerando-se "realizado" por ter conseguido trazer a II Cimeira da UA para o seu país, conseguindo fazer compreender melhor aos moçambicanos o que é a UA e a NEPAD, Chissano quer deixar como marca da sua presidência um maior envolvimento dos países africanos na sua organização continental.

"Se terminar o mandato vendo o que já se pode começar a fazer em termos de projectos concretos da NEPAD já seria uma grande felicidade", acrescentou o presidente moçambicano, que faz também votos para que 2003 "seja realmente um ano de vitórias no que diz respeito à eliminação de conflitos em África".

Quarenta anos depois de ter abandonado os estudos de medicina (segundo notas biográficas preparadas pelo gabinete presidencial moçambicano) para se dedicar a tempo inteiro à luta pela independência e dignidade dos povos africanos, Chissano revelou à Agência Lusa aqueles que foram para si os principais episódios de êxito e desalento desse percurso.

"O maior sucesso foi (...) a proclamação da independência do país, (...) o ter conseguido levar o governo de transição, de um país colonizado para a independência, (...) as negociações que conduziram à assinatura do acordo de paz, e o conseguirmos fazer a reconstrução pós-guerra, que nos permitiu esta ousadia de convocarmos uma Cimeira da UA no nosso país", destacou.

"Pela negativa foi o oposto: a guerra que destruiu, separou famílias, rasgou o tecido social do nosso país. Esse foi o momento mais difícil e que durou durante muito tempo (....), as ondas de criminalidade que se seguiram após a conquista da paz e algumas insuficiências na governação, como sejam actos de corrupção, e outros actos de má governação", recordou.

"São coisas que estão num percurso, mas estou feliz por termos tomado medidas que estão a corrigir esses males indesejáveis", contrapôs. Finalmente citarei o surto desta doença que é a SIDA, que veio juntar-se às outras doenças que já estávamos combatendo, a malária e a tuberculose", acrescentou.

Confessando-se "realizado" com o facto de se tornar o primeiro lusófono a presidir à organização continental africana, Chissano procurou, no entanto, transferir o impacto e o mérito dessa incumbência para o povo moçambicano e a aproximação que este já começou a sentir, por esta via, à UA.

Cansado, mas visivelmente feliz, após a Cimeira de Maputo, Chissano encara agora com serenidade, aos 64 anos de idade, a nova etapa de vida que o espera, quando se retirar das duas funções presidenciais.

"Penso que os melhores políticos são os cidadãos livres.

Talvez tenha que experimentar essa maneira de ser político. E essa maneira é capaz de me dar maior satisfação do que numa posição onde existem rédeas na cabeça e que não são, muitas vezes, o que nós desejamos", confidenciou à Agência Lusa.

"Uma tranquilidade, ter uma vida pacata, pode fazer com que a nossa actuação como político seja melhor", augurou, antes de assegurar que, "evidentemente... evidentemente", vai continuar a trabalhar para o futuro de África.


Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
   
 


 Ligações

 Jornais Comunidades
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Web Design Portugal Algarve por NOVAimagem