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País deixa luta contra a pobreza e investe na «luta pela riqueza»
- 3-Nov-2009 - 11:27
O arquipélago de São Tomé e Príncipe aposta na luta pela riqueza através do trabalho, informou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade, Carlos Tiny.
Carlos Tiny fez o anúncio no Palácio dos Congressos durante a cerimónia que marcou os 54 anos de existência das Nações Unidas. «Na semana passada o Presidente Fradique de Menezes defendeu este ponto de vista, que não gosta de ouvir falar da luta contra pobreza e eu também não gosto porque temos que ter ambição», precisou.
Segundo o responsável pela política externa, São Tomé e Príncipe tem que ultrapassar a fase da luta contra a pobreza «visualizando estratégias de desenvolvimento e pensar em ser um país rico com uma plataforma de negócios e prestação de serviço na região, para que seja uma região mais rica de África. É este desafio que se impõe à comunidade e às Nações Unidas nesta terra», adiantou o chefe da diplomacia santomense.
Carlos Tiny, que foi representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) durante vários anos em Cabo Verde e Moçambique, assim como na sua delegação em Brazzaville, no Congo, não hesitou em falar claramente sobre o novo desafio do sistema para o arquipélago santomense.
«Será que as estratégias e os planos desenhados até agora chegam? Será que teremos que repensar, redesenhar? Penso que é necessário um maior diálogo com as autoridades santomenses. Esta mensagem serve para transmitir que o Governo santomense conta com a ONU como parceiro», acrescentou o chefe da diplomacia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, em nome do Governo, apelou a uma parceria mais estreita, através de uma nova maneira de estar, que ajude os santomenses a saírem de um ciclo vicioso de miséria e pobreza, para dar entrada numa área de bem-estar social efectivo.
O coordenador residente das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe e representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Gana Fofang (na foto), disse aos presentes que a ONU tem estado a trabalhar para reduzir a pobreza no Mundo, promovendo a paz, o acesso à Educação e defesa dos direitos humanos. «Esperamos conseguir acabar com a proliferação de armas e a propagação de doenças mortais, assim como proteger as famílias de vítima de desastres», afirmou Fofang.
O representante PNUD, manifestou a esperança de se celebrar na próxima Cimeira de Copenhaga um acordo global justo e ambicioso sobre as alterações climáticas, no sentido de uma economia mais ecologista e sustentável. Sublinhou que, para além de se debaterem as alterações climáticas nesta cimeira marcada para Dezembro, vai também discutir-se a crise alimentar, a crise financeira, os combustíveis e a gripe A.
O PNUD vai apresentar em São Tomé esta quarta-feira, dia 4 de Novembro às 9h00, o relatório de Desenvolvimento Humano, no Instituto Superior Politécnico, para os Deputados, membros do Governo, quadros políticos e técnicos, grandes responsáveis da Administração Central do Estado e sociedade civil.
Fonte: Jornal Digital

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