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Cabo Verde
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Cabo Verde reforça combate ao dengue, gripe A e paludismo
- 13-Nov-2009 - 17:17
Há já há 15 mil casos suspeitos de dengue e seis mortos
A epidemia de dengue, que assola Cabo Verde, não impede que o Governo cabo-verdiano esteja também com atenção às outras doenças, como a gripe A (H1N1) ou o paludismo, assegurou hoje o Director-Geral de Saúde, Manuel Boal.
Manuel Boal sublinhou que a prioridade dada pelo Governo ao dengue deve-se à forma "agressiva" como a doença surgiu - já há 15.000 casos suspeitos e seis mortos -, o que, disse, é "incomparavelmente maior" que os pacientes infectados quer com a Gripe A, quer com paludismo.
Segundo os últimos dados oficiais, no último mês o total de casos de gripe A subiu de 64 para 82, enquanto o do paludismo estacionou pelo menos na meia centena. Em ambos os casos, não se registaram quaisquer óbitos.
O director-geral de Saúde de Cabo Verde salientou que a maioria dos casos de paludismo foi importada de países da região, como Senegal e Guiné-Bissau, admitindo, porém, que em relação à Gripe A, há que estar com atenção à "segunda vaga", que está a surgir um pouco por todo o mundo.
Manuel Boal frisou, por outro lado, ser quase "impossível" que Cabo Verde seja afectado também pela febre amarela, doença que, lembrou, não é notificada no arquipélago há mais de 200 anos.
"O mosquito é o mesmo do dengue e transmite as duas doenças, mas é pouco provável que chegue a Cabo Verde. Além disso, para a febre amarela há vacinas e, se houvesse casos, seria questão de as pessoas serem vacinadas", sustentou.
Em relação a outro vírus, o ébola, o responsável afastou totalmente a possibilidade de chegar ao arquipélago.
"Não há essa possibilidade. Há condições ecológicas muito especiais para o seu desenvolvimento e Cabo Verde não tem florestas como as da RD Congo e Gabão. Não estão reunidas essas condições em Cabo Verde", justificou, salientando, porém, ser a primeira vez que o país é assolado pela dengue.
Manuel Boal disse, por outro lado, ser necessário "atacar" já os focos de transmissão do mosquito, alertando para os perigos de a doença regressar com mais força na época das chuvas do próximo ano, transformando-se em endemia.
"Se não acabarmos com os mosquitos ou se não reduzirmos substancialmente a densidade dos mosquitos no país, a dengue ficará", alertou, sublinhando que tal passará também por um maior cuidado no saneamento básico das populações, tarefa que cabe ao Governo e às câmaras municipais.

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