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Cabo Verde
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40 empresas portuguesas marcam presença na Feira Internacional de Cabo Verde
- 16-Nov-2009 - 16:16
Cerca de quatro dezenas de empresas portuguesas participam, de quarta-feira a domingo, na 13ª Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), com o governo a pretender transformar o arquipélago num centro de negócios do Atlântico Médio.
O certame, que decorre no Mindelo (ilha de São Vicente), é coordenado pela Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços do Barlavento (CCIASB) que, em paralelo, organiza igualmente um debate subordinado ao tema "A Logística no Atlântico Médio".
A feira conta com a participação de empresas de três países, Cabo Verde, Brasil e Portugal, estando confirmadas, entre as portuguesas, as presenças da Mota-Engil, Sumol e Teka, entre outras, além de várias missões empresariais, ligadas a várias áreas de actividade, desde a banca aos seguros, da construção civil e imobiliária, passando ainda pelas bebidas e alimentação.
O administrador da FIC, José António Lopes, disse hoje que, com o debate, se pretende recolher propostas de medidas alternativas nos vários domínios da logística, capazes de "melhorar substancialmente" o comércio exterior e, em particular, entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"Com esta actividade paralela à feira, pretende-se explorar as mais variadas oportunidades que derivam do sector marítimo e portuário, numa altura em que o processo de privatização dos serviços portuários de Cabo Verde começa a dar os primeiros sinais", sublinhou.
Como exemplo, lembrou a reorganização da Comunidade Portuária de São Vicente (CPSV), através da realização de um Estudo de Reposicionamento Estratégico, que vai permitir potenciar novos negócios na ilha, "mas com vantagens para todo o país".
Além da feira e do debate, os participantes vão fazer uma visita guiada ao Porto Grande do Mindelo, para conhecer as valências actuais do porto em relação ao comércio no Atlântico Médio, mas também os projectos para o futuro próximo, entre os quais a Estação de Desova e Consolidação de Contentores (CFF), os entrepostos logístico e de frio e o terminal dedicado ao transbordo.
A FIC, cuja cerimónia de abertura tem prevista a presença do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, tem carácter "multi-sectorial" e visa, entre outros, o incremento de investimentos, oportunidades de negócios e de promoção, parcerias e contactos comerciais, em prol do desenvolvimento empresarial.
Ao todo, estão confirmadas já perto de 40 empresas cabo-verdianas e brasileiras, com vários módulos, que se situarão no "Pavilhão Cabo Verde", e pelo menos outras 40 portuguesas, instaladas no "Pavilhão Portugal".
Segundo José António Lopes, há a ideia "central" de perceber a importância e o papel de Cabo Verde face à questão logística no Atlântico Médio, com as autoridades do arquipélago a defenderem a transformação do país numa placa giratória do comércio entre três continentes - África, América e Europa.
Áreas tradicionais como a alimentação, construção civil e banca, entre outras, estarão mais uma vez representadas, sendo novidade, este ano, a presença de empresas do ramo da segurança.
Fonte: Oje

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