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  Entrevista
Analista valorizada participação de Angola na cimeira de Roma
- 20-Nov-2009 - 18:23


O analista para assuntos internacionais e docente universitário Mário Pinto de Andrade valorizou hoje (sexta-feira), em Luanda, a participação da delegação angolana na Cimeira Mundial sobre Segurança Alimentar que decorreu de 16 a 18 do corrente mês, em Roma, Itália, sob a égide da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).


Em entrevista à Angop, o reitor da Universidade Lusíada de Angola (ULA) considerou de “proveitosa” e “vitória na diplomacia internacional” a participação da delegação angolana chefiada pelo primeiro-ministro, Paulo Kassoma, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Segundo o docente, o facto daquele órgão das Nações Unidas ter homenageado o país, com atribuição do seu nome numa das salas de Rádio da FAO, e a escolha para a realização, em Maio de 2010, da 26ª Conferência Regional da FAO para a África são aspectos que realçam bem a influência de Angola no contexto das nações.

Na mesma senda, Mário Pinto de Andrade referiu que o país apresentou durante o encontro um plano, na qual o Governo demonstrou a sua estratégia e a vontade política de combate à fome, redução da pobreza, assim como o aumento e diversificação da produção de alimentos em Angola.

Esses aspectos, salientou, são demonstrados na prática através da implementação de planos como o Projecto Agro Pecuário da Aldeia Nova, no Wako Kungo (Kwanza Sul), assim como outros programas similares, que estão a ser realizados em Malanje, Camabatela (Kwanza Norte), Lubango (Huíla), Huambo e Bié.


O docente reiterou que esses programas governamentais visam tornar o país auto-suficiente no capítulo agro-industrial e na produção de alimentos, para diminuir a fome e melhorar o nível de vida da população.

“Com implementação destes projectos, apoiados pelo seu potencial hídrico, Angola poderá tornar-se num dos maiores produtores de alimentos da região, que poderá utilizar inclusive para a exportação”, observou.

No contexto diplomático, frisou o académico, o país conquistou grandes ganhos ao evidenciar na cimeira o seu estado de desenvolvimento na área da Reconstrução Nacional e da estabilidade política, económica e social, factores que lhe permitiu angariar fundos para financiar alguns projectos agrícolas.


Na opinião do analista, Angola deixou bem vincada a sua actual imagem de desenvolvimento, que lhe permitiu angariar fundos e estreitar relações de cooperação bilaterais com países e organizações internacionais, interessados em investir no país.


“Actualmente, as grandes potências mundiais olham para Angola como o país do futuro devido à sua estabilização política, militar e económica. Nesta cimeira o país apresentou a sua estratégia de desenvolvimento interno, assim como a sua visão e participação no sistema de desenvolvimento internacional”, realçou.


Angola integra um grupo de 15 países africanos que vão beneficiar dos 20 mil milhões de dólares concedidos na última cimeira dos países mais desenvolvidos (G8) para as nações mais desfavorecidas, a serem aplicados na área de segurança alimentar, nutrição e produção agrícola.


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