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Procurador investiga documento «secreto» que caiu no domínio público
- 26-Nov-2009 - 17:41
A Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau vai investigar a divulgação de um documento "secreto" da Divisão de Informação e Segurança Militar do país, que alerta para riscos de instabilidade devido a divisões internas no partido no poder.
No âmbito das investigações, e segundo dois documentos a que a agência Lusa teve acesso, o Procurador-geral da República guineense, Amine Saad, pediu para ouvir o coronel Samba Djaló, director da Divisão de Informação e Segurança Militar, e o deputado do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Roberto Cacheu.
Num documento enviado ao ministro da Defesa Nacional, o procurador-geral da República pede que o coronel Samba Djaló seja ouvido porque "qualquer ameaça por mais pequena que seja deve ser tomada em devida conta".
"Entendemos crucial e pertinente a audição (...) em ordem a apurar-se a veracidade através de provas, que seguramente, tem na sua posse, da denúncia contida no documento em apreço", refere o documento.
O deputado do PAIGC Roberto Cacheu será ouvido pela Procuradoria-geral da República para "apurar a veracidade ou não da denúncia".
O deputado Roberto Cacheu distribuiu o documento qualificado de "secreto" a organismos internacionais, grupos parlamentares, primeiro-ministro e presidente da Guiné-Bissau, acompanhado de uma carta em que denuncia uma "permanente perseguição".
O documento da Divisão de Informação e Segurança Militar da Guiné-Bissau alerta que o PAIGC pode pôr em causa a vitória alcançada nas eleições legislativas de Novembro de 2008, devido a "contradições internas no seu seio e que podem contribuir para intoxicar a relação entre os dois altos mandatários do país".
"Existem militantes do PAIGC que já estão a perspectivar a realização de um congresso extraordinário a fim de proporcionarem o afastamento de Carlos Gomes Júnior da liderança do partido e consequentemente a sua exoneração do cargo de primeiro-ministro", acrescenta o documento a que a agência Lusa também teve acesso.
O documento refere o nome de alguns políticos guineenses, nomeadamente de Roberto Cacheu, que acabou por divulgar a informação confidencial a organismos internacionais a fazer a denúncia de "permanente perseguição".
A PGR pediu para ouvir o deputado Roberto Cacheu e o coronel Samba Djaló na segunda-feira.
Fonte: Oje

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