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«Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito» de Ondjaki em Lisboa
- 11-Dec-2009 - 17:17
O Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, apresenta, no dia 15 de Dezembro, às 19h, no Salão Nobre, a leitura da peça "Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito", do escritor angolano Ondjaki.
"Os Vivos, o Morto e o Peixe-Frito" é um texto satírico sobre a vida dos imigrantes africanos em Portugal, que reflecte criticamente sobre como as dificuldades quotidianas podem ser um factor agregador de culturas.
A história aborda assuntos sérios com sentido de humor, através das vidas de 13 personagens provenientes dos países lusófonos (Angola, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau) que, embora separadas por grandes diferenças, têm em comum a transversalidade dos seus problemas e a comunicação através da língua portuguesa.
Diz o autor: "Com algum humor e ritmo, este texto problematiza as relações culturais entre pessoas oriundas de distintos países que se encontram, por circunstâncias várias, num país europeu, num Portugal moderno que comporta tradições e hábitos dos mais diversos pontos do globo. E é, talvez, uma simples estória sobre a amizade e o amor..."
O texto
Num dia como outro qualquer, um grupo de imigrantes vive o seu quotidiano no centro de Lisboa, tratando de aspectos ligados à legalização, às disputas sociais e ao convívio.
No final da tarde, para assistir ao confronto entre a
selecção angolana de futebol e a selecção portuguesa, juntam-se num minúsculo apartamento cabo-verdianos, angolanos, são-tomenses, moçambicanos e portugueses, mais o bebé na barriga da futura noiva, as cervejas, a pistola, a comida, os diamantes do padrinho e o vizinho morto que
adorava futebol.
A mistura de culturas num espaço tão pequeno vai despoletar uma série de acontecimentos. A Mouraria nunca tinha vivido um dia assim...
Biografia
Ondjaki (pseudónimo de Ndalu de Almeida) nasceu em Luanda, em 1977.
Prosador e poeta, também escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda. Foi laureado com o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2007, pelo seu livro Os da Minha Rua.
Em 2008, recebeu, na Etiópia, o prémio Grinzane for Best African Writer. É membro da
União dos Escritores Angolanos e da Associação Protectora do Anonimato dos Gambozinos. Alguns livros seus foram traduzidos para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco e chinês.

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