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Sonangol tem mil milhões de dólares para expandir operações em 2010
- 23-Dec-2009 - 15:27
A Sonangol tem mil milhões de dólares (cerca de 701 milhões de euros) disponíveis para financiar a expansão das suas operações em 2010.
A informação foi avançada ontem pelo presidente da petrolífera estatal angolana, Manuel Vicente, à margem da 155.ª conferência da OPEP, em Luanda. O gestor, citado pela agência Lusa, adiantou ainda que a empresa está a avançar para o Equador. No entanto, e ainda de acordo com a Lusa, não quis concretizar quais serão as prioridades dos investimentos.
Um deles será certamente a oficialização da compra da totalidade da Starfish, uma petrolífera brasileira independente criada em 1999. A Sonangol Pesquisa e Prospecção (Sonangol P&P), que já detém cerca de vinte por cento da empresa, deu um passo em frente em Agosto quando foi anunciado que a empresa angolana queria comprar a totalidade das acções.
Contactada a Starfish, não foi possível saber quando é que o negócio será oficializado, mas no final de Novembro jornais brasileiros davam a operação como certa, avaliando-a em 180 milhões de dólares (cerca de 126 milhões de euros).
No dia 15 de Dezembro, a Sonangol ganhou a adjudicação de dois campos petrolíferos no Iraque, localizados nos campos de Najma e Qayara, com reservas da ordem dos mil milhões de barris. Segundo a Sonangol, os acordos com o Ministério dos Petróleos do Iraque "deverão ser assinados no decorrer de 2010", tendo já diversas empresas manifestado interesse em "estabelecer parcerias para a exploração conjunta das reservas". Assim, este será mais um palco de investimentos para a petrolífera angolana no ano que vem.
Outra área de expansão da Sonangol é São Tomé e Príncipe, país que tem duas áreas petrolíferas, uma delas partilhada com a Nigéria, prevendo-se que a produção se desenvolva a partir de 2011 ou 2012.
Na vertente de exploração de petróleo está ainda na Nigéria, Gabão e Guiné Equatorial, e, no retalho, expandiu-se para Cabo Verde (em parceria com o governo local e com a Galp) e para o Congo. Ao mesmo tempo, a Sonangol P&P tem também ganho expressão no seu próprio mercado, detendo participações em diversos blocos petrolíferos. Isto numa altura em que Angola começa a estudar as potencialidades de explorar petróleo em águas ultra profundas (pré-sal), como sucede no Brasil.
No portefólio internacional inclui-se ainda a Galp Energia (a Sonangol detém, juntamente com Isabel dos Santos, 15 por cento do capital via Amorim Energia) e o Millennium bcp, do qual detém dez por cento.
Manuel Vicente afirmou também ontem que a Sonangol está a preparar-se para entrar em bolsa, "mas não com uma oferta pública inicial". "Temos de colocar as nossas contas com os níveis internacionais e depois disso avançamos", afirmou o gestor, citado pela Lusa. O ano de 2012 foi apontado como uma data possível para a entrada no mercado de capitais.
Fonte: Público/Luís Villalobos

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