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«Correio de Timor» para defender o português
- 7-Nov-2002 - 16:54
O jornal «Correio de Timor», que nasceu hoje em Díli, é mais uma frente na batalha para a promoção da língua portuguesa em Timor- Leste devendo ser apoiado e fortalecido, afirmou o ministro da Educação timorense, Armindo Maia.
O lançamento do jornal é um «evento histórico» que permitirá complementar a batalha que todos os timorenses têm que «travar depois da corajosa decisão política de adoptar o português, a par do tetum, como língua oficial de Timor-Leste», declarou.
Segundo o governante timorense, essa batalha tem que ser «combatida em quatro frentes: no sector educativo, no funcionalismo público, na imprensa e na igreja, que tem também um papel importante no capítulo da língua».
«Lançamentos há muitos, mas o importante é como continuar isto. Todos temos que contribuir para que este jornal avance. Tem que ser uma batalha conjunta», salientou Armindo Maia.
O líder timorense falava na cerimónia de lançamento do primeiro título em português neste país desde Agosto de 1975, altura em que desapareceu o «Voz de Timor», o jornal que «empregou» o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos Horta.
Um apelo do bispo D. Ximenes Belo para a necessidade de criação de um jornal em língua portuguesa em Timor-Leste é a manchete do número zero do «Correio de Timor» que pretende ser «aberto a todos os sectores de opinião que visem a sã discussão de ideias e opiniões».
No interior do primeiro número, que hoje começou a ser distribuído, estão mensagens de solidariedade dos chefes das missões diplomáticas de Portugal e do Brasil e ainda de dois membros do governo timorense: o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos Horta e o responsável pela Administração Interna, Rogério Lobato.
«Fazia falta e já não era sem tempo», escreve Ramos Horta, dando as boas-vindas ao «universo jornalístico e literário» timorense, para já «tão pobre quanto o resto deste país».
«É que o português é uma das línguas oficiais de Timor-Leste (...) no entanto, há por aí algumas publicações em indonésio e em inglês e nenhuma em português», sublinha.
Com apenas 12 páginas e um tiragem de 2.000 exemplares, o «Correio de Timor», surge como quinzenário e com duas cores - preto e vermelho.
O próximo número, a publicar no próximo dia 20, será já uma edição a cores prevendo-se que, em breve, o título possa passar a ter uma periodicidade semanal.
Propriedade de dois empresários portugueses do ramo da hotelaria e restauração - Eduardo Santos e João Noronha -, o «Correio de Timor», é publicado sob a direcção de um timorense, Aleixo Corte Real, antigo director da imprensa nacional em Timor-Leste.
O título, gratuito e de formato tabloide aposta fortemente no desporto, incluindo na sua primeira edição duas reportagens sobre dois dos antigos clubes de futebol de Timor-Leste, o Sporting Club de Timor e a Associação Académica de Timor.

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