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Bispo considera anti-democrática política de «cadeira vazia» da UNITA
- 22-Jan-2010 - 12:11


O bispo da Diocese do Uíge, Dom Emílio Sumbeleleo, disse hoje, sexta-feira, nesta cidade, não parecer-lhe democrático o procedimento de cadeira vazia apresentado pela UNITA, quinta-feira aquando de aprovação da Constituição do País.


Em declarações a Angop, o prelado disse que a menos os deputados da UNITA na Assembleia Constituinte deveriam permanecer na sala e quiçá absterem-se ou não votarem conforme fez a FNLA, apelando ainda aos partidos políticos nacionais a caminharem em aspectos que visam a consolidação da democracia em Angola.

"Não me parece muito correcto, abandonar a sala. Estiveram na feitura e nas discussões e na hora da aprovação abandonarem a sala. Não sei, me parecer deveriam ser mais coerentes e permanecer na sala", reforçou o bispo.

Depois de realçar a importância da Lei Mãe para o país, defendeu que com esta constituição o país vai ganhar estabilidade politica e económica, porque estão contidos nela aspectos jurídicos que irão reger diversas estruturas. "Estou certo que muitos aspectos saídos das discussões aquando da sua apresentação pública estão plasmados nela", frisou.

Para Dom Emílio Sumbelelo, a Constituição quinta-feira aprovada pela Assembleia Nacional constitui uma grande valia para o país, adiantando esperar-se a sua promulgação pelo Presidente da República para a posterior publicação no Diário da República.

"No meu entender nela (Constituição) está contido aquilo que a própria população manifestou depois das consultas públicas. Acho que reflecte o pulsar ou o pensar dos angolanos. Portanto podemos nos rever nela. Espero que venha a ter aquela
estabilidade que todos nós queremos", rematou.

Como disse, a nível da Igreja tiveram contacto com as três matrizes A, B e C, tanto a nível dos bispos como das comunidades, elogiando ainda o trabalho a Comissão Constitucional pelo árduo trabalho que levou a cabo neste aspecto.

Afirmou que Angola entrou a partir do dia 21 de Janeiro corrente num momento especial, com aprovação da Constituição do País.


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