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SIPE diz que professores «chumbam» o Orçamento de Estado para 2010
- 29-Jan-2010 - 10:50
Os Professores “chumbam” o Orçamento de Estado (OE) para 2010, devido às alterações de última hora ao regime das aposentações, nomeadamente o regime transitório para a aposentação da função pública, informa o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).
“Em Fevereiro de 2008 o Governo fixou o regime transitório para a aposentação da função pública para vigorar até 2015, com penalizações de 4,5% ao ano e agora, inesperadamente, decidiu alterá-lo para 6%, não honrando o seu compromisso e penalizando mais uma vez os Professores e Educadores”, conclui Júlia Azevedo, Presidente do SIPE.
A clara aposta no ensino privado em detrimento do ensino público (4,8% contra 0,8%) é também alvo das críticas do sindicato.
O SIPE considera que as recentes e actuais políticas educativas têm optado claramente pela desvalorização dos recursos humanos e condições de trabalho, sendo exemplo disso os milhares de pedidos de reforma antecipada, independentemente da penalização.
A mesma responsável adianta que só se as negociações que os sindicatos mantêm actualmente com o Ministério da Educação se traduzirem em melhorias significativas na qualidade de trabalho dos docentes é que estes poderão ver reunidas as condições necessárias para equacionarem a manutenção da sua actividade profissional até à respectiva idade limite.
O SIPE defende que os Professores vão continuar a preferir optar pela antecipação da reforma, apesar do agravamento previsto pelo OE para 2010.
Segundo a estrutura sindical, esta motivação dos Professores prende-se com a insatisfação generalizada com as actuais condições de trabalho nas escolas, que anos após ano têm prejudicado a qualidade do trabalho docente.
“Os Professores são alvo de um grande desgaste devido essencialmente à perda de autoridade face aos alunos e consequente indisciplina na sala de aula, aos excessivos horários de trabalho e ao novo modelo de gestão, que apenas veio retirar a democracia às escolas”, conclui Júlia Azevedo.
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