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A Europa e o racismo
- 22-Feb-2010 - 15:33


Quando na Europa um futebolista profissional por ser de raça negra é tratado por “preto da merda", e o cidadão de raça negra vê anúncios de imobiliário que estabelecem "Nem animais, nem estrangeiros", é sinónimo da degradação e crispação racial na sociedade. Quando adeptos da Juventus de Turim em Itália,dizem a boca cheia que “um negro não pode ser italiano”, é sinal que os limites da intolerância racial foram há muito ultrapassados, sem que os governantes nada fizessem para que o fenónemo degenerasse em conflito.


Por Inácio Natividade

Efectivamente os comportamentos xenófobos têm-se banalizado um pouco por toda a Europa e na Itália de Berlusconi, alguns evocam mesmo um "racismo institucional. No mes passado o mundo assitiu virtualmente à vaga de assaltos armados contra imigrantes africanos em Calábria, onde vários foram feridos à bala, e como único pecado o facto de terem a pele escura. De tempos em tempos na Alemanha e inclusivé na Rússia, africanos são espancados e ate mortos,... Inseguranca parece ser o estado de espirito vigente da comunidade emigrada africana ante a passividade das autoridades, pois a qualquer momento qualquer um, pode ser alvo da ira e do odio que são afinal o fio condutor da ideologia que dirige o grupos neonazistas.

E se levarmos em conta que foi na Europa que um líder lunático e obcecado, iniciou uma guerra baseada nos pressupostos de uma ideologia cujo conceito era baseado na superioridade elaborada no laboratório do nazismo, comprender-se-á o dilema europeu sobre a questão racial que parece intrinseca ao seu DNA.

Se na Europa o racismo era um sentimento e comportamento tipologicamente atribuído a sectores conservadores e ultraconservadores que timidamemente nunca omitiram a sua intolerância, e pouco à vontade face à presença de outras raças, o fenónemo tem se banalizado um pouco por todo o lado; hoje na Itália de Berlusconi, parece que o quadro estereótipo agravou-se, dando razão aos que pensavam que o preconceito racial e religioso como património do consevadorismo e ultraconsevadorismo ideologico.

As relacoes raciais entraram num aspiral de degradacao completa, com a direita conservadora e extrema direita europeia a extremar posições contra os negros, árabes, ciganos e imigrantes do leste europeu.

Espanha, Itália, França, Alemanha, Austria e Reino Unido têm sido palcos da hostilidade contra os negros e imigrantes. Em Espanha ainda ha dias o presidente do Movimento contra a Intolerancia, veio a publico confirmar que os crimes de odio racial quadruplicaram em 20 anos, porque os grupos neonazistas deixaram de ser meras tribos urbanas isoladas, hoje ate usam a internet como ferramenta de agitacão.

Em Portugal, o partido de Paulo Portas tem através do seu próprio líder tem na retorica exacerbado um nacionalismo doentio, dando a entender que o crime em Portugal tem aumentado por causa dos emigrantes; tal como Berlusconi em Italia no entender do líder da direita portuguesa,os negros constituem um obstaculo ao progresso social, e a polícia deveria exercer maior controle sobre as populações de cor e o pais precaver-se de admitir imigrantes do (genero).

Esta atitude de Portas e um incitamento a grupos nacionalistas, hammerskins como o grupo do Mario Machado, mobilizando-os a agressão fisica e a intimidacão...

Quando na presenca dos alvos, acham-se no direito de controlar, intimidar , punir e perseguir...criar um clima de intolerancia e medo que os leve a cavar!...Um metodo ja utilizado pela Klan americana nos anos 60.

Foi pela imposição de politicos da direita europeia que a Uniao Europeia elaborou uma lei comum que penaliza a imigração ilegal, punindo-a com 90 dias de prisão. Se nalguns países com governos do centro e esquerda, a Lei tem por razões humanitárias e de consciencia sido protelada ou timidamente implementada, noutros os funcionários da imigração actuam ao melhor estilo da Gestapo: Contam-se inclusivé casos caricatos de agentes da emigração cercando locais de trabalho e exigindo documentos, etc... quem nãos os tiver é logo detido, colocado num centro de detencao e depois recambiado para o pais de origem;esta pratica é tambem comum em Portugal.

Este quadro de excessivo zelo e escandalo é repugnante por violar normas de procedimentos e criar estereótipos; há muitos negros nascidos na Europa, e outros casados com cidadãos europeus, outros há ainda que adoptaram a nacionalidade dos países que o acolheram; infelizmente na actual conjuntura basta ser-se negro e africano para haver merda, digo problema.

Para qualquer ser humano com capacidade de discernimento sabe que a imigração desde os primórdios da civilização como sendo um fenónemo universal. A constituição de Nações apenas desenhou mapas e impôs fronteiras, contudo não estancou o fenónemo por este ser natural e intrinsecamente ligado à natureza do homem.

A imigração africana do leste europeu e latino americana, tem contribuido nos últimos de forma contundente para manter competitivo os motores das economias europeias:Desde os paises nordicos, França, Alemanha, Bélgica, Holânda, Inglaterra, Espanha incluíndo Portugal têm beneficiado da imigração pagando salários inferiores aos que seriam pagos aos naturais dos respectivos países.Têm sido as minorias a trabalhar no duro e no frio que depois de lidar com condições precárias e salário miserável, têm de se contentar com os guetos miseráveis quer seja em Paris, Marselha, Lisboa, Londres ou Amsterdam; é lá nesses locais miseráveis e indígnos como o gueto de Cova de Moura em Lisboa que habitam, por não reunir mínimas condições de habitabilidade para o cidadão local.

Quando ouco falar em guetos vem logo a memoria o gueto de Varsovia;foi o gueto de Varsovia que testemunhou uma das maiores cacas ao homem da hitoria, com os nazis a destruirem o gueto judaico e levando os restos para os campos de concentracao. O meu receio é que a historia se repita, e situacões como as de Calabria com laivos da Ku Klux Klan não degenerem em algo muito pior.

A animosidade contra os imigrantes é incompreensível em paises com forte tradição na imigração casos da Itália e Portugal. É mesmo incrível que nestes países não haja mais monumentos ou estátuas em homenagem à imigração e ao cidadão na diáspora, pois pelo que se sabe, a receita dos imigrantes continua a ser um contribuicao de peso na economia desses paises.

O artefacto utilizado de acusar os negros ou outras minorias como responsáveis pela crise económica, financeira e do desemprego é pura hipocrisia e falso alibi. Todos sabem quem os verdadeiros responsáveis pela crise económica e financeira que levou o capitalismo à bancarrota. Não foi uma raça mas uma classe financeira insaciável nos Estados Unidos, que pelos vistos apesar da intervenção estatal, continua reluctante, incapaz de mudar os maus hábitos.

E verdade que se vive ma situacao de grave crise socio economica em paises como Portugal, Espanha , Italia e Grecia... E verdade que hoje em dia ao caminhar-se pelas arteias das grandes cidades europeias, pode-se facilmente testemunhar a presenca da crise, bastando para isso, verificar o caminhar e olhar de desalentado de homens e mulheres que simplesmente desistiram de viver em sociedade e se resignaram ao abandono das ruas e da misericordia alheia,...

No plano profissional a populacao negra queixa-se de viver ao abandono das leis que deveriam protege-los contra a discrimincão no emprego, e na sociedade em geral.Se a Europa vive numa crise e conomica e financeira a crise na comunidade afro-europeia é muito maior,... Tirando as empresas vocacionadas para trabalhar com Africa ou America latina é dificil ver alguem de cor e numa posicao de decisao.

Os Estados Unidos com o seu historial de racismo tem um presidente negro e o Canada uma mulher negra como representante da rainha, segunda na hierarquia do Estado abaixo do Primeiro Ministro federal, na Europa temos de recorrer a lupa para descobrirmos uma secretario de Estado em Franca um ou outro deputado num minusculo pais e mais nada.

Mas o que é que direita e os ultra direitistas desejam? Que os africanos ou descendentes destes, e outros imigrantes saiam do continente europeu porque a Europa é para os brancos? Ou o verdadeiro receio reside no perigo de as minorias se tornem amanhã em maiorias politicas? Sim porque os indices de natalidade nao mentem.

Todos eles anunciam um quadro socio politico alterado nos proximos 50 anos, como consequencia o alto indice de natalidade da populacão emigrante. A prespectiva de um dia o europeu ser dominado por negros ou muculmanos o inquieta, e nao é de hoje. Os próprios boeres na África do Sul, que por várias décadas haviam implantado um sistema de governação, Apartheid, (desenvolvimento separado) por se considerarem superiores, concluíram que afinal são africanos como os outros.

O Brasil de 1500 a 1822 tinha apenas a populacão indigena, colonos portugueses e escravos oriundos da Africa sub-subsarina. Depois de 1824 comecaram a chegar os imigrantes alemães, 1875 os italianos. Desde os seculos XVIII que a America latina teve sempre as portas abertas a imigracão europeia, com maior incidencia para o Brasil e Argentina.

Mais de metade da populacão nestes dois paises é de origem europeia, contando-se de entre eles descendentes de portugueses, alemaes, italianos e espanhois.

Europa deve entender que foi através da colonização da África, América latina e Asia que o continente se permitiu criar uma burguesia nacional e atingir um fase avançada de desenvolvimento capitalista.

Para os africanos a tão apelativa independencia, deixou-os sem nada, apenas com as infraestruturas deixadas pelo colonizador. Efectivamente aquando das independencia das ex-colonias não existiam recursos humanos à altura de corresponder ao desafio de gerir uma administracao enorme e tão complexa, contudo para o africano, o tempo tem sido o melhor parceiro...

O despertar da África e da América latina tem acontecido a partir dos anos 80 a 90, a coincidir com o surgimento do Japão e da Alemanha como alternativa ao domínio económico americano que dominava desde a primeira guerra mundial. Coincide com o desmoronar do comunismo e o surgimento de potências económicas emergentes como a China, Índia, Brasil e África do Sul.

O despertar africano, a que chamo de novo despertar, nada tem a ver com a negritude, tem a ver com aspectos económicos e desenvolvimento.

Parece que a África e o africano finalmente foi percebendo que é pela via da valorização dos recursos naturais e humanos, participando na concorrência no mercado económico e de valores é que o cidadão africano será livre, isto é, respeitado em qualquer parte do mundo; foi percebendo tambem, que tudo passa pela criacão de aliancas economicas regionais, abertura ao investimento estrangeiro, boa governacão e enlevamento da qualidade de vida ,busca da equidade e justica social.

Se a Europa tem dificuldade de adoptar o cidadao negro como europeu, trata-se no fundo de uma questão de poder. O estígma do europeu para com o africano continua ligado à cultura que advém da relação esclavagista e colonialista da qual o europeu tem dificuldades em libertar-se mesmo a nível de relações interestatais.

Para os africanos as relacoes racias dentro de Africa sao vistas como elemento de coabitacao social natural necessario;na America latina Brasil e Argentina sao paises onde uma certa classe social e economica originaria da Europa continua agarrada ao preconceito racial, no entanto as leis contra a descriminacao racial e que promovem a inclusao socio e conomica de negros, mesticos e indios no Brasil de Lula da Silva vem corrigindo velhos habitos.

Ao escrever este artigo faço uma denúncia a esse modo de agir e pensar do qual o africanos recusam aceitar, por ser inadequado com os padrões de conduta civilizada que se exige ao homem e a sociedade do século XXI.

A luta contra o racismo , exclusao social e economica e politica e um acessorio que deve comecar em casa.

A Europa vem participando em projectos e conomicos e desenvolvimento em Africa em parceria com respectivos governos, sector privado e sector nao lucrativo, contudo se a Europa atraves da Comunidade Europeia pretende uma parceria verdadeira com a Africa e America latina deve entender que o primeiro passo é saber conviver com estas comunidades dentro das proprias fronteiras.

Se o colonialismo deixou marcas, ele nao esta em julgamento pelo contrario, deixou raizes que devem germinar criando espacos para o intercâmbio político e económico e cultural.


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