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Cabo Verde
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Descobrir «novos mundos» com Portugal
- 19-Jul-2003 - 17:42
O primeiro-ministro de Cabo Verde convidou sábado o seu homólogo português a descobrirem juntos "novos mundos" a partir do aprofundamento das relações entre os dois países.
Por Francisco Fontes
da Agência Lusa
Para José Maria Neves, a deslocação a Cabo Verde do primeiro-ministro português, Durão Barroso, hoje encerrada, "já é uma visita histórica", e "depois dela nada será como antes".
Utilizando a imagem simbólica das descobertas portuguesas, e sendo um apaixonado pela poesia de Fernando Pessoa, José Maria Neves convidou Durão Barroso para seguirem juntos à descoberta de novos mundos no relacionamento entre os dois países.
E essa viagem teria o ponto de partida simbólico na Torre de Belém, a réplica da de Lisboa que hoje Durão Barroso também visitou, para se inteirar das obras de reabilitação em curso com o apoio da cooperação portuguesa.
No entendimento do primeiro-ministro cabo-verdiano, o que distingue as relações de Cabo Verde com Portugal, das de outros países, é a sinceridade por que se pautam.
José Maria Neves realçou também o afecto que une os dois povos e convidou Durão Barroso a visitar novamente Cabo Verde, em visita privada, para lhe poder mostrar melhor o país e simpatia que o povo nutre para com Portugal.
Também Durão Barroso, no mesmo tom, enalteceu essa "amizade profunda" que une os dois povos e frisou que esta visita constitui "um êxito", não apenas pelos acordos assinados, mas pelo aprofundamento e pelas possibilidades que abrem.
"Não é uma cooperação pontual, ou focalizada numa ou noutra área. Cabo Verde tem um programa estratégico de desenvolvimento e Portugal está praticamente presente em todos esses domínios", salientou.
Enumerou as áreas da cultura, económica e empresarial, técnica e social, e a cooperação descentralizada.
"É uma cooperação conduzida pelos dois governos, mas é uma cooperação que está antes e depois dos dois governos, que envolve o conjunto da sociedade dos dois países", salientou.
Durão Barroso elogiou também no seu homólogo cabo-verdiano a vontade de resolver os problemas que vão surgindo no relacionamento intenso existente.
Foi esse espírito - acrescentou - que permitiu, durante a visita, resolver um diferendo que persistia entre o Estado cabo- verdiano e os parceiros estratégicos na ELECTRA, empresa nacional de água e electricidade.
Também essa vontade está expressa na constituição de um grupo de trabalho conjunto, por sugestão de José Maria Neves, para "debater todos os problemas da emigração cabo-verdiana em Portugal".
Reportando-se ao Plano Anual de Cooperação para 2003, sábado assinado, no montante de 10,6 milhões de euros, José Maria Neves disse que incide sobre todos os domínios de desenvolvimento do país e a estratégia contida nas Grandes Opções do Plano.
Na formação de quadros, José Maria Neves relevou o acordo hoje celebrado que prevê a disponibilização de 800 vagas em estabelecimentos de ensino superior público em Portugal.
Considerou também de elevada importância para o desenvolvimento do país o sector dos transportes aéreos, objecto hoje da assinatura de um acordo político para a revisão em breve do acordo de cooperação aérea entre os dois países.
Na saúde a cooperação tem tido grande impacto, disse, recordando a recente formação no país de quatro especialistas na área da obstetrícia com o apoio da Universidade de Coimbra, e a criação de um centro de telemedicina que ligará as unidades do país às portuguesas.
Por seu turno, Durão Barroso realçou que essa é uma área das mais importantes e onde Portugal poderá ajudar mais Cabo Verde, que será objecto de um acordo futuro, a firmar durante a visita próxima do ministro da Saúde português.
O Programa Anual de Cooperação assinado reserva 905 mil euros para transferências de doentes para Portugal.
Pretende-se criar recursos e fixar competências em Cabo Verde para fazer diminuir esses números.
A solução apresenta também outra vantagem, a de estancar uma via de emigração clandestina, daqueles que procuram ir a Portugal para se tratar.
O Programa Anual de Cooperação (PAC) para 2003 contempla um montante global de 10,6 milhões de euros.
A rubrica que absorve um valor mais elevado é a do apoio à consolidação de instituições no âmbito da segurança social e trabalho, com 2,18 milhões de euros.
A valorização dos recursos humanos (ensino e formação técnicoprofissional) tem reservados 1,8 milhões de euros, e a valorização da cultura e preservação do património histórico 1,6 milhões de euros.
No último dia da visita, antes da assinatura do PAC, o primeiro-ministro português visitou na cidade do Mindelo as obras em curso na réplica da Torre de Belém, para aí instalar um museu do Porto Grande.
Depois conheceu o local onde será reinstalada a Praça D.
Luís e construídas as novas instalações do Centro Cultural Português do Mindelo e do Consulado.
Durão Barroso aproveitou também para convidar José Maria Neves a visitar Portugal, o que deverá acontecer em 2004, e então será altura de avaliar o andamento da cooperação agora relançada.
A visita oficial de Durão Barroso a Cabo Verde teve início na passada quinta-feira. O regresso a Portugal está previsto para o meio da tarde de sábado.

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