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  Entrevista
Adesão ao estatuto de cidadão lusófono com salvaguarda de interesses nacionais
- 17-Mar-2010 - 11:17


A adesão de Angola ao estatuto de cidadão lusófono deve assentar-se na implementação de direitos e deveres com outros estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), salvaguardando os interesses nacionais de cada país.


Este ponto de vista é do analista político angolano, Belarmino Van-Dúnem, em entrevista à Angop, a propósito do Estatuto do Cidadão Lusófono, discutido na semana transacta na Segunda Assembleia Parlamentar da CPLP em Lisboa, Portugal.

O analista salientou que dada a importância do referido estatuto, que permite a participação do cidadão lusófono na vida pública, a adesão só deve ser feita com segundo uma análise e acordos bilaterais, baseados na reciprocidade entre os países membros da comunidade de países língua portuguesa.

Segundo disse, tendo em conta que Angola foi abalada por um longo período de guerra, há necessidade de maior engajamento no desenvolvimento das capacidades morais e materiais, de modo a prevenir pelos meios adequados a qualquer ameaça ou agressão
externa.

“Angola tem apenas sete anos de paz, o que não é suficiente para resolver todos os problemas causados pela guerra, no entanto, há necessidade de salvaguardar a segurança das populações, bem como a protecção dos seus bens e património cultural”, salientou.

Por outro lado, salientou que o país está numa fase de construção e reconstrução de infra-estruturas sociais destruídas pela guerra, para o melhoramento do nível de vida das populações.

“Depois de quase 30 anos de guerra civil, Angola vive um processo de mudanças em que a consolidação da paz, a reconciliação nacional e a construção da democracia se afiguram como elementos centrais”, disse.

Neste contexto, asseverou que a questão do estatuto de cidadão lusófono para o pais poderá ser prioridade nos próximos tempos, tendo em conta as árduas tarefas em prol do bem-estar do povo angolano.

Fazem parte da CPLP, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil, Portugal e Timor Leste.


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