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Cabo Verde
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Consórcio português moderniza porto de Sal-Rei e amplia aeroporto da Boavista
- 18-Mar-2010 - 14:28
Um consórcio português assinou com o Governo de Cabo Verde o contrato de expansão e modernização do porto de Sal-Rei e de ampliação da placa de estacionamento do Aeroporto Internacional de Rabil (AIR), ambos na ilha da Boavista.
O consórcio entre a Somague e a Moniz da Maia, Serra e Fortunato (MSF) ganhou o concurso de adjudicação, obras que deverão estar concluídas num prazo de 30 meses e cujo valor não foi avançado.
Numa nota, o Ministério das Infra-Estruturas, Transportes e Telecomunicações de Cabo Verde adianta que, em relação ao porto de Sal-Rei, serão construídos dois cais, um perpendicular ao terrapleno e outro de cabotagem, permitindo a atracagem de navios de porte internacional até 200 metros, com capacidades para 600 a 800 contentores.
“A localização do porto de Sal Rei e as actuais condições deficientes de abrigo face à agitação marítima existente, supõem uma solução de protecção que vai permitir uma significativa melhoria na operacionalidade do cais e terraplenos existentes e propostos, bem como ao sector da marina de recreio”, lê-se na nota.
Complementarmente ao cais será construída uma área de terrapleno, com cerca de dois hectares, destinada ao parque de contentores, bem como a um armazém de mercadorias e uma oficina de manutenção e reparação, parqueamento auto, acessos e circulações (internas e externas) dimensionados para tráfegos rodoviários e pedonais.
As obras visam criar “um apoio dinâmico maior” aos empreendimentos turísticos existentes e previstos na Boavista, redes de abastecimento de água e de combate a incêndio, saneamento e drenagem, redes elétricas, energia e iluminação, intrusão e segurança e arranjos exteriores.
Em relação à ampliação da plataforma do Aeroporto Internacional de Rabil (AIR), financiado pela ASA (Aeroportos e Segurança Aérea cabo-verdiana) e pelo Governo de Cabo Verde, o projecto “vem responder à dinâmica do crescimento da actividade do Aeroporto Internacional da Boavista”.
O investimento na extensão da placa, cujo montante também não foi avançado, cria as condições para acomodar, ao mesmo tempo, quatro aviões, o que significa a duplicação da área da placa de estacionamento, refere a nota.
As obras estavam previstas para arrancar apenas em 2013, mas as grandes exigências da ilha, que tem se firmado como o segundo maior destino turístico do país, começam já no Aeroporto Internacional de Rabil (AIR). Em 2008, o AIR recebeu 56 mil passageiros e, em 2009 cerca de 170 mil.
O objectivo é preparar a Boavista para as novas unidades hoteleiras, uma vez que, em maio de 2012, estará concluído o segundo hotel da cadeia espanhola Riu, que terá 1000 quartos na primeira fase e outros tantos na segunda.
“O aumento é espectacular em todas as áreas. O movimento de passageiros subiu 130 por cento e prevê-se que, após as obras, suba mais 90 por cento”, disse o director do aeroporto, Lima Bárber, lembrando que o AIR recebe atualmente 19 voos internacionais por semana, número que, pode aumentar para 40.
Ainda no mesmo âmbito, foi consignada a construção da estrada que liga Sal-Rei à Baforeira, projecto financiado pelos governos de Portugal e Cabo Verde.

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