| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Cabo Verde
|
|
Profunda solidariedade da sociedade para com presos políticos em Cuba
- 19-Mar-2010 - 17:26
Associações e organizações defensoras dos direitos humanos realizaram na Cidade da Praia uma sessão de reflexão sobre “A situação dos Direitos Humanos em Cuba”, lamentando a morte do dissidente Orlando Zapata e manifestando "profunda solidariedade" para com os presos políticos.
Segundo o presidente da Associação Zé Moniz, Manuel Faustino, a iniciativa surgiu na tentativa de dar resposta às “várias manifestações de perplexidade e revolta” em relação a alguns aspectos relacionados com os direitos humanos naquele país das Caraíbas e, sobretudo, a questão dos presos políticos.
O caso mais recente envolve o preso político, Orlando Zapata, um pedreiro de 42 anos, que morreu em Fevereiro no hospital de Havana, após uma greve de fome de dois meses e meio para protestar contra as condições carcerárias.
Manuel Faustino lembrou que o Parlamento Europeu exigiu a “libertação imediata e incondicional” dos presos de consciência cubanos e, a 8 deste mês, o Parlamento espanhol tomou posição idêntica.
“Nessa linha, e dada essa preocupação e indignação, nós e outras organizações da sociedade civil entendemos que era necessário mostrar a nossa posição em relação a isso e promover uma jornada de debate e de solidariedade para com os presos políticos e para com os cubanos residentes no país”, explicou Manuel Faustino.
O encontro, que decorreu no Palácio da Cultura Ildo lobo, na Cidade da Praia, contou com a presença dos presidentes da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania de Cabo Verde, Zelinda Cohen, da Organização de Apoio a Estrangeiros, José Augusto Fernandes, e da Associação Cabo-Verdiana de Mulheres Juristas, Maria das Dores.
Algumas dezenas de cubanos residentes no arquipélago iniciaram, depois, um intenso debate sobre a questão dos Direitos Humanos em Cuba, com Manuel Faustino a dar o mote: “é com muita mágoa que falo sobre os Direitos Humanos num país que muitos de nós amamos”.
O encontro não contou com a presença do embaixador de Cuba em Cabo Verde, países cujas relações de cooperação datam de 1976, um anos após a independência e abrangem sobretudo a área da Saúde, tendo passado pelo arquipélago quase 600 médicos de praticamente todas as especialidades.
Actualmente, estão no país 36 profissionais cubanos, que trabalham nas diversas estruturas de saúde espalhadas pelas nove ilhas do arquipélago, estando a maior parte colocada nos Hospitais Centrais da Praia e de São Vicente.
Além dos 36 médicos que trabalham na cooperação, existem no país vários outros médicos cubanos que, no final da sua missão, optaram por fixar residência em Cabo Verde, não regressando a Cuba, desconhecendo-se o seu total, embora haja muitos casados com cabo-verdianas.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|