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Ministra da Educação defende soluções «em conjunto» para promover a língua
- 22-Mar-2010 - 11:59
A ministra da Educação, Isabel Alçada, considera que não existe "uma solução única" para promover a língua portuguesa no mundo, defendendo antes a troca de ideias num trabalho "em conjunto" da comunidade de países envolvidos.
A responsável pela pasta da educação falava à agência Lusa a propósito da Conferência Internacional sobre o futuro da língua portuguesa que vai decorrer em Brasília entre 25 a 31 de Março, culminando com a VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP.
Além dos oito estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, participarão nas discussões representantes da Guiné-Equatorial, Ilhas Maurícias e Senegal, na qualidade de estados observadores associados.
A ministra disse que não irá estar presente no encontro de Brasília, "mas estarão presentes representantes ao mais alto nível" do Ministério da Educação de Portugal.
"É importante que as pessoas que têm especificamente um pensamento, uma reflexão e um trabalho científico sobre estes assuntos se encontrem (...) o que leva a que se desenvolva e aprofunde a reflexão e as formas de entendimento" sobre o futuro da língua portuguesa no mundo.
Questionada sobre qual seria a medida mais importante para promover o português a nível internacional, Isabel Alçada considerou "um pouco reducionista" eleger uma única e principal medida.
"Desde muito cedo aprendi que quando pensamos numa solução única estamos, por definição, a errar", sustentou.
"Há sempre uma polissemia de soluções. Nós temos sempre várias possibilidades. E temos também que admitir que a nossa ideia deve ser posta em contacto com as ideias dos outros, e que em conjunto possamos ir mais longe", defendeu.
De acordo com o Ministério brasileiro das Relações Exteriores, a conferência será realizada em duas etapas.
A primeira reunirá escritores, académicos, professores, editores, jornalistas e outros profissionais directamente vinculados à difusão da língua para reflexões sobre o fortalecimento do ensino do idioma, sua implantação em organizações internacionais e a importância das diásporas de cidadãos da CPLP.
A segunda etapa, nos dias 29 e 30, consistirá em reuniões das delegações governamentais dos países da CPLP para a discussão de um programa de acções.
No dia 31, durante a Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros, os chefes da diplomacia da CPLP vão analisar estratégias e açcões para projecção da língua portuguesa para encaminhar recomendações à próxima Cimeira da Comunidade, a ser realizada em Julho próximo, em Luanda.
Paralelamente à conferência e à reunião ministerial, será organizada uma semana cultural da língua portuguesa em Brasília, com uma mostra de cinema lusófono, diversas mesas redondas sobre literatura, a relação do português com outras línguas, inserção na Internet e os dialetos falados nos países africanos.

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