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«Não pode haver Justiça sem advogados», afirma bastonário português
- 22-Mar-2010 - 22:34


O bastonário da Ordem dos Advogados Portugueses realçou hoje na abertura do I Congresso de Advogados de Língua Portuguesa que "não pode haver Justiça sem advogados" e que estes são uma garantia da independência do poder judicial.


António Marinho Pinto falava na sessão solene de boas vindas do I Congresso de Advogados de Língua Portuguesa, em Lisboa, que, nas suas palavras, é "um primeiro trajecto em direcção ao futuro" e à "criação de um espaço lusófono da advocacia portuguesa" no contexto internacional.

O bastonário dos advogados portugueses enfatizou que os causídicos devem ser ouvidos sobre as grandes questões humanitárias, tribunais penais internacionais e criminalidade organizada transnacional.

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio interveio para saudar a iniciativa de organizar este congresso que reveste, a seu ver, "a maior importância, tanto pela presença de advogados de todos os países de língua portuguesa, como pela expressão institucional que assumem na União dos Advogados de Língua Portuguesa".

Na sessão interveio também o bastonário dos advogados angolanos, Manuel Inglês Pinto, que deu as boas vindas às centenas de causídicos presentes no salão nobre da Ordem dos Advogados Portugueses, em Lisboa.

O Congresso, que decorre até dia 24, com a participação de profissionais dos oito países de expressão portuguesa (incluindo Timor-Leste) e ainda do território de Macau.

O Congresso deverá juntar entre 300 a 400 advogados, é promovido pela União dos Advogados de Língua Portuguesa (UALP), que integra as Ordens de Advogados de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Associação de Advogados de Macau.

O Congresso subordina-se ao lema "Os Desafios da Advocacia da Língua Portuguesa no Mundo Sem Fronteiras" e abordará temas como o "Sigilo Profissional do Advogado", "As Prerrogativas dos Advogados como Garantias dos Cidadãos" e "A Inscrição Obrigatória".

A cerimónia de hoje contou com a actuação do FADVOCAL, um grupo musical composto por advogados que cantam fado.


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