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  Brasil
Empresa portuguesa Simoldes já investiu 100 milhões de euros no Brasil
- 22-Jul-2003 - 18:33

A Simoldes quer liderar o fabrico mundial de moldes e desde ano de 2000 já investiu 100 milhões de euros (113,4 milhões de dólares) em equipamentos de ponta e formação técnica nas duas fábricas do Brasil, afirmou hoje fonte do grupo português.


O grupo, actualmente o maior produtor europeu de moldes, registou "um pico" de investimento 70 milhões de euros (79 milhões de dólares) nas suas unidades fabris de São José dos Pinhais (Paraná) e Caçapava (São Paulo) em 2001, referiu à Agência Lusa Carlos Seabra, responsável pela área de moldes.

Contudo, até ao final do ano, o esforço de investimento no Brasil, "será mais reduzido", na ordem dos 10 milhões de euros (11,3 milhões de dólares), acrescentou o empresário.

Depois de ter chegado ao Brasil em 1996, onde comprou a empresa brasileira de produção de peças para automóveis Tranbusti, a Simoldes passou a ser um dos líderes no fornecimento de peças plásticas para automóveis e camiões das principais fábricas instaladas no país, como a General Motors, Volkswagem, Renault, Ford, Crysler, Volvo e Scania.

"Hoje atravessamos uma fase de contenção e consolidação dos investimentos no país", explicou Carlos Seabra, adiantando que depois de "um período de estabilidade e euforia, trabalhamos num cenário de menor eficácia do mercado devido à crise das empresas fabricantes do sector automóvel".

Apesar de adoptar esta estratégia no Brasil, a Simoldes - empresa de capitais integralmente portugueses - apresenta uma atitude de reforço da sua internacionalização pretendendo ser líder mundial no fabrico de moldes.

"Espero posicionar-me no "top" dos três primeiros a nível mundial dentro de três a quatro anos", assinalou Carlos Seabra.

Este empresário lamentou "a concorrência desleal asiática", nomeadamente da China e de Taiwan, condenando o "dumping" social e fiscal, que compromete a produtividade e competitividade do grupo português num mundo globalizado.

Mas, reitera que a Simoldes "não pára".

Em Portugal, tem uma fábrica em Oliveira de Azeméis (Norte de Portugal), outra na França e prepara já a instalação de unidades fabris na Polónia e Roménia.

"O Brasil teve a sua época, estamos a consolidar os investimentos, mas agora, a preocupação está mais centrada na Roménia e Polónia - são as grandes apostas a prazo", realçou o empresário.

Adiantou que o grupo quer "fabricar produtos com elevado valor acrescentado, processo que não pode assentar unicamente em mão-de-obra barata", disse.

Na Polónia, o grupo vai avançar com um projecto de investimento entre 23 a 34 milhões de dólares (20 a 30 milhões de euros), que até 2005 vai possibilitar a abertura de duas unidades fabris.

A Simoldes prevê facturar em 2005, neste país 18 milhões de euros (20 milhões de dólares).

Até Junho de 2004 deverá entrar em funcionamento a nova unidade polaca da Simoldes do sector dos plásticos e no final desse ano estará pronta a unidade de moldes.

O próximo passo é a China, onde será criada, em Xangai, uma unidade fabril com parceiros locais privados.

Quanto à Roménia, vão ser implementadas duas unidades: uma de injecção de peças plásticas e outra para fabrico de moldes, com as quais a Simoldes espera facturar 7 milhões de euros (8 milhões de dólares).

Criada em 1959, a Simoldes facturou, em 2002, 375 milhões de euros (425 milhões de dólares), e as previsões para este ano apontavam para os 390 milhões de euros (442 milhões de dólares).

O Brasil representa actualmente 15 por cento da facturação global do grupo Simoldes.


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