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Médicos da CPLP discutem em Maputo problemas comuns à profissão
- 25-Mar-2010 - 19:09
A Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP) iniciou hoje em Maputo o seu quarto congresso para discutir problemas comuns de saúde nos países que falam português.
Sob lema “Práticas médicas e os novos desafios do século XXI”, a reunião abordará temas ligados à psiquiatria e arte, protocolos terapêuticos, medicina no trabalho e à Sida.
No primeiro dia, os debates centraram-se sobre a necessidade de encontrar respostas aos “problemas comuns” dos profissionais de medicina na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Desde hoje, a capital moçambicana é, assim, palco de cursos sobre “Emergências psiquiátricas”, “Aspectos psiquiátricos da infecção pelo HIV”, “Como preparar um relatório de investigação” e “Diagnóstico e monitoria do HIV”, vírus que causa a Sida.
Em declarações à Lusa, a presidente da direcção da Associação Médica de Moçambique, Rosel Salomão, explicou que os médicos da CMLP pretendem, na conferência, “encontrar uma estratégia para que as condutas médicas sejam idênticas para todos os países da CPLP”.
A mobilidade de estudantes de Medicina e dos médicos em pós graduação e a uniformização dos curricula do curso de Medicina e de pós graduação em diferentes especialidades na CPLP também estarão em debate até sábado em Maputo.
O tema tem por objectivo identificar novas formas de rentabilizar o Centro de Especialização para pós graduação de Cabo Verde, disse à Lusa Rosel Salomão.
“O que se pretende é tentar encontrar mecanismos para que se rentabilize mais o Centro de Cabo Verde, que foi designado para realizar pós graduação de todos estes países da CPLP, encontrando mecanismos para que todos os países possam enviar os médicos para lá”, afirmou.
Mas a sua materialização passa necessariamente pela discussão e uniformização dos currículos dos curso de Medicina, como de pós graduação, “para que possa existir esta mobilidade entre os diferentes países, como existe na Europa”, referiu Rosel Salomão.
Em Moçambique, a Faculdade de Medicina está há 10 anos a fazer uma revisão curricular, no âmbito da CMLP, integração regional e do princípio de Bolonha.
Os médicos dos países lusófonos vão discutir ainda a problemática da toxicodependência, que a presidente da direcção da Associação Médica de Moçambique considerou “de interesse global”na CPLP.
“Temos doenças comuns que estarão em discussão”, nomeadamente “a toxicodependência, que, sem dúvida, é de interesse global, temas de cardiologia, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares, bem como a tuberculose que tem vindo a aumentar devido a sua associação ao vírus de imunodepressão humana”, apontou.

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