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Negócios dos submarinos mergulha Portugal no submundo da corrupção
- 31-Mar-2010 - 11:18
A revista alemã Der Spiegel noticiou que um cônsul honorário de Portugal terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Man Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004
O Governo português suspendeu hoje o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, de "todas as funções relacionadas com o exercício do cargo", na sequência da investigação na Alemanha de suspeitas de corrupção na venda de submarinos. O cônsul diz ester inocente. Também Durão Barroso diz que "não teve qualquer intervenção direta ou pessoal" no caso da compra dos submarinos.
"Em resultado de informação proveniente das autoridades alemães sobre a acção judicial em curso naquele país, o Governo suspendeu de todas as funções relacionadas com o exercício do cargo o cônsul honorário de Portugal em Munique, Alemanha, o senhor Jurgen Adolff, a partir de hoje", lê-se num comunicado do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
A suspensão das funções de Jurgen Adolff do cargo de cônsul honorário de Portugal em Munique manter-se-á "até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente", acrescenta o gabinete de António Braga.
A revista alemã Der Spiegel noticiou que um cônsul honorário de Portugal, que não identifica, terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Man Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004.
De acordo com a Der Spiegel, o cônsul honorário terá também organizado, no Verão de 2002, uma "reunião entre a administração da Ferrostaal e o antigo primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso", actual presidente da Comissão Europeia.
As autoridades judiciais de Munique, que efectuaram várias buscas na passada quarta -eira na Ferrostaal, encontraram "mais de uma dúzia de contratos de consultoria suspeitos", que visavam "dissimular os canais de pagamento" para que "subornos pudessem ser enviados a responsáveis do Governo [português], dos Ministérios e da Marinha", refere a revista.
O cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, garantiu hoje à Lusa desconhecer as acusações que lhe foram atribuídas no processo de compra de dois submarinos, bem como a decisão do Governo de o suspender de funções.
"Não sei de nada, nem faço ideia do que me está a falar", respondeu Jurgen Adolff ao ser contactado telefonicamente a partir de Lisboa.
Adolff asseverou que não tinha lido qualquer notícia na imprensa alemã ou portuguesa que lhe fizesse referência e não ter também conhecimento da sua suspensão, anunciada hoje de manhã pelo Governo português.
"Seria simpático se me tivessem informado de que estou suspenso", acrescentou o homem de negócios de Munique que é cônsul honorário de Portugal na capital da Baviera há 15 anos.
Comunidade portuguesa pediu a substituição de Juergen Adolff
A comunidade portuguesa em Munique pediu em Dezembro a substituição do cônsul honorário Juergen Adolff.
Mais de 500 portugueses residentes em Munique subscreveram um abaixo-assinado exigindo a substituição do cônsul honorário de Portugal na capital da Baviera, que acusavam de "aproveitamento pessoal" do cargo que ocupa há 15 anos e de nada fazer em defesa dos interesses portugueses.
Na Baviera vivem atualmente cerca dois mil portugueses, cujo acompanhamento consular, no entanto, é da responsabilidade do Consulado-geral de Estugarda, que fica a cerca de 200 quilómetros de distância.
"O estatuto e a credibilidade inerente ao posto que ocupa, oferecida ao senhor Juergen Adolff por Portugal e pelos portugueses, tem-lhe permitido uma aproveitamento pessoal nas actividades comerciais que exerce, nomeadamente no sector imobiliário", lia-se no abaixo-assinado.
Os subscritores afirmavam ainda que, em contrapartida à confiança nele depositada, é exigido ao cônsul honorário que apoie e proteja os cidadãos portugueses que a ele recorram, mas "infelizmente não é assim".
O abaixo-assinado foi enviado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, à Secretaria de Estado das Comunidades e ao Embaixador de Portugal na Alemanha, José Caetano da Costa Pereira.
O que diz Dutão Barroso
Durão Barroso esclareceu hoje, em Bruxelas, através da sua porta-voz, que "não teve qualquer intervenção direta ou pessoal" no caso da compra dos submarinos, além da participação na decisão tomada coletivamente em Conselho de Ministros.
"Venho esclarecer que o José Manuel Durão Barroso se abstém de qualquer comentário a um caso que corre atualmente na justiça alemã", disse Leonor Ribeiro da Silva, porta-voz do presidente da Comissão Europeia.
Leonor Ribeiro da Silva acrescentou que Durão Barroso "quer, no entanto, clarificar que, para além da participação na decisão tomada coletivamente em Conselho de Ministros, ele não teve qualquer intervenção direta ou pessoal neste âmbito".
O presidente da Comissão Europeia reconhece que "conheceu o cônsul honorário de Portugal em Munique, como aliás esteve em contacto com muitos outros representantes do Estado português no estrangeiro", mas sublinha que "não foi, no entanto, nunca por ele abordado sobre este processo".

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