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Museu de Arte Popular de Lisboa reabre ao público dia 18
- 15-May-2010 - 11:26
O Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa (Portugal), vai reabrir ao público na terça-feira para "dar a conhecer o edifício e sensibilizar os mais novos" para um património tradicional recolhido ao longo de 60 anos.
"Este abrir de portas é muito significativo depois de alguns anos em silêncio", salientou a directora do MAP, Andreia Galvão, numa entrevista à agência Lusa sobre as visitas guiadas ao público que vão começar a 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus.
Nessa data, vão realizar-se visitas-guiadas gratuitas e oficinas de olaria, pintura, cestaria, têxteis e doces entre as 10:00 e as 18:00, e está prevista, pelas 16:00, uma visita da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
A abertura "é um marco" para o MAP, que continua em processo de reestruturação, e tem em curso a criação de um programa museológico para a reinstalação do acervo, com uma nova interpretação, prevista para Outubro.
Andreia Galvão adiantou que o "momento simbólico" também será "uma oportunidade para dar luz às parcerias" que o MAP vai desenvolver, numa primeira fase, a partir de Junho, com o Museu do Teatro, o Museu do Fado, o Museu da Marioneta e o Museu da Música.
Dessas parcerias vai surgir uma programação de espectáculos e ateliers que decorrerão aos sábados à tarde.
Inaugurado em 1948, oito anos após a Exposição do Mundo Português, para a qual o edifício foi criado, o Museu de Arte Popular - com um acervo que ascende a cerca de 15 mil peças de actividades artesanais populares de várias áreas, desde cerâmica, brinquedos a cestaria - foi oficialmente encerrado em 2006 pelo Ministério da Cultura.
Sob a tutela da então ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, esteve para ser transformado em Museu da Língua Portuguesa, e chegou a existir um projecto acabado, mas o actual Ministério da Cultura, depois de uma grande movimento cívico a favor da preservação do simbólico espaço, decidiu manter a finalidade original de albergar a arte popular do país.
No interior do MAP - inacessível ao público durante vários anos - mantêm-se as pinturas murais criadas nos anos 1940 pelos artistas Manuel Lapa, Eduardo Anahory, Carlos Botelho, Estrela Faria e Paulo Ferreira.
São imagens em cores fortes das populações a exercer ofícios tradicionais, desde a pesca, a agricultura, ou a usar artefactos antigos e trajes típicos das várias regiões do país, do Algarve ao Minho.
Andreia Galvão disse que o programa do museu está actualmente em preparação, ao mesmo tempo que está a ser estudado e recuperado o enorme acervo que se encontra depositado no Museu Nacional de Etnologia, também em Lisboa.
O objectivo da directora é estabelecer no MAP "pontes entre o passado e a contemporaneidade", fazendo uma "reinterpretação do acervo à luz da atualidade".
Ex-vice-directora do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico (IGESPAR), Andreia Galvão deverá reabrir o novo projecto museológico para o museu em Outubro de 2010, no âmbito das comemorações do Centenário da República.

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