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Presidente do PSD diz que Sócrates poderá ficar sem par para o... tango
- 19-May-2010 - 18:09
Primeiro-ministro de Portugal "é parte do problema e não da solução", diz - com a sua habitual frontalidade - Aguiar Branco
O presidente do PSD considerou hoje que a leitura que o primeiro-ministro (seu parceiro no governo para dançar o tango do plano de austeridade para ensinar os portugueses a viver sem comer) faz da situação em Portugal é irrealista e impede um entendimento de médio longo prazo entre o seu partido e o Governo. Por outras plavras, Pedro Passos Coelho pode deixar de ser (um dia destes) o par de José Sócrates no tango “made in” Partido Socialista.
"Quando vem dizer que no fundo o que o país está a fazer é contribuir para ajudar o euro, é realmente uma visão extraordinária do que se está a passar", observou Pedro Passos Coelho, num almoço promovido pelo Fórum para a Competitividade, no Centro de Congressos de Lisboa.
O presidente do PSD disse que quem ouviu a entrevista de José Sócrates à RTP na terça-feira à noite "ficou com a ideia de que ele está muito convencido de que esta situação por que estamos a passar é eminentemente conjuntural e se deve a factores externos".
"Se Portugal hoje está na primeira linha da convulsão externa, isso deve-se a fragilidade internas. Não é por acaso que nem todos os países da Europa estão nas mesmas circunstâncias face à instabilidade do euro", contrapôs.
"Ora, é muito difícil esperar um entendimento de médio longo prazo que seja um entendimento estratégico sobre medidas relevantes a adoptar quando temos uma visão tão diametralmente oposta", acrescentou.
Para o PSD "está praticamente tudo por fazer" em termos de reformas estruturais, enquanto "o Governo está no início do seu mandato e acha que já fez tudo", apontou.
Nesta sua intervenção, que os jornalistas puderam ouvir, mas não registar, Pedro Passos Coelho considerou que, "não havendo confluência de pontos de vista dos dois maiores partidos", o país está perante um problema que só se resolve com eleições, que "Portugal não está em condições de enfrentar" neste momento de crise económica e financeira.
"Nas actuais condições, só podemos esperar mais em termos estruturais se o Governo mudar a leitura que tem vindo a fazer da realidade", concluiu, antevendo, se isso não acontecer, que dentro de quatro anos Portugal será um país que ninguém quererá governar.
"O que precisávamos em termos estruturais de ganhar em matéria de consolidação da despesa primária, não iremos fazer. Como o Governo continua com a percepção de que daqui a meio ano a oito meses vai poder lançar os concursos todos, voltar à travessia do Tejo, a mais TGV, a mais estradas e por aí e fora, eu julgo que a partir de 2014 ninguém quererá ser Governo em Portugal", declarou.
“Sócrates é parte do problema e não da solução"
Entretanto, o social democrata José Pedro Aguiar Branco considerou hoje que o primeiro-ministro, "é parte do problema e não da solução" e avisou que o PSD deve preparar-se para ser governo "quando isso se revelar necessário".
"Temos hoje uma situação em que verificamos que o senhor primeiro-ministro é parte do problema e não da solução. Acho até que o PSD deve preparar-se para assumir os destinos do país quando isso se revelar necessário", disse o adversário de Passos Coelho nas últimas "directas".
Aguiar Branco falava aos jornalistas no Porto, antes de participar num colóquio de lançamento do "Master in Public Administration", um programa de formação avançada em governação, inovação e políticas públicas, lançado pela Universidade Católica em parceria com a Universidade de Aveiro.
A propósito da iniciativa, o social democrata recorreu à ironia para dizer que o actual primeiro-ministro deveria ser um dos frequentadores do curso.
"É sempre bom que este tipo de cursos venham, ainda que tarde, porque permitem melhorar a qualidade de uma governação", evitando erros "que têm custado muito caro ao país", afirmou ainda.
Referindo-se à entrevista de José Sócrates à RTP, Aguiar Branco disse que mostrou "total dessintonia face ao que é a realidade do país" e acusou o primeiro-ministro de persistir em imputar as responsabilidades pela situação do país à crise internacional. Assumir responsabilidades directas, afirmou, foi "coisa que nunca fez".
O antigo líder parlamentar do PSD mostrou-se ainda "solidário" com a posição oficial do partido face à moção de censura proposta pelo PCP, que é a de optar pela abstenção.

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