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  Timor Lorosae
Estudantes voltaram às ruas para exigir a autonomia da Universidade
- 18-Jun-2010 - 15:38


Os estudantes da Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL) voltaram hoje a manifestar-se nas ruas de Díli exigindo a autonomia da Universidade consagrada no Estatuto e rejeitando a tutela política do Ministério da Educação.


Foi a segunda manifestação pública dos universitários nesta semana, desta vez com passagem pelo Palácio Presidencial, onde procuraram entregar uma petição ao Presidente da República, que foi recebida pelo seu chefe de gabinete.

Carolino Marques, da comissão coordenadora dos protestos, afirmou à Lusa que a deslocação ao Palácio Presidencial teve por objectivo pedir ajuda ao Presidente da República que sejam encontradas soluções para a autonomia universitária

“Nós já não queremos entregar a petição ao ministro João Câncio, porque implorámos pelo estatuto de autonomia para a Universidade várias vezes e nunca nos respondeu". Segundo Carolino Marques, o ministro da Educação apenas levou ao Conselho de Ministros a sua proposta para o Ensino Superior, sem apresentar o desejo de autonomia da Universidade, aprovado pelo Senado Universitário.

Durante a manifestação, que permaneceu cerca de uma hora frente ao Palácio Presidencial, interrompendo uma das mais movimentadas artérias de Díli, uma comissão de cinco estudantes e dois docentes dirigiu-se para o interior do Palácio, com o objectivo de entregar uma petição ao Presidente da República, sendo recebida pelo seu chefe de gabinete, que se comprometeu a entregá-la ao Chefe de Estado.

O ministro da Educação, João Câncio Freitas, comentou em declarações públicas que a UNTL "não é igual às instituições privadas porque é a Universidade do Estado”, pelo que deve seguir o processo estabelecido pelo governo para a definição do seu estatuto.

O ministro lamentou que os representantes da Universidade não tenham comparecido a um encontro que procurou promover para discutir a questão do Estatuto da UNTL e que, em vez disso, optem por continuar com as manifestações.

“Dei a oportunidade para virem ao Ministério da Educação discutir o assunto, mas eles não marcaram presença e continuam com as manifestações”, declarou.

Apesar de o ministro se mostrar aberto ao diálogo, os manifestantes prometem voltar às ruas enquanto não virem consagrado o “Estatuto da Autonomia da Universidade” aprovado pelo Senado, onde têm assento os docentes, estudantes e funcionários.


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