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Fazendeiros ameaçam recorrer a milicias armadas contra os sem-terra
- 1-Aug-2003 - 21:38
As associações de produtores rurais do Brasil ameaçam contratar seguranças armados para proteger as suas propriedades em todo o país, noticiou hoje a imprensa brasileira.
A tomada de posição, assumida quinta-feira num encontro em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), ocorre numa altura em que cresce a tensão em várias regiões do Brasil entre donos de terras e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para o presidente do Movimento Nacional de Produtores (MNP), João Bosco Leal, o Brasil poderá ser abalado por uma guerra civil se o MST mantiver uma posição radical contra os agricultores.
"Os sem terra parecem estar a buscar a guerra civil. E o pior, com a total anuência do governo, que não faz nada para que a Constituição seja cumprida", afirmou o dirigente, citado pelo jornal O Globo.
Segundo aquele diário do Rio de Janeiro, João Bosco Leal assegurou que os proprietários de terras estão prontos a pegar em armas caso o governo não assuma a responsabilidade sobre a segurança no campo.
"Em caso de desespero, todo a gente se vai proteger da forma que puder. Na falta de amparo do governo, os produtores terão de encontrar uma maneira, até mesmo armando-se, para evitar as invasões" das suas terras, sublinhou o dirigente.
No entanto, Bosco Leal realçou que apenas defenderá a formação de milícias armadas caso o governo brasileiro não puser termo às "invasões sem eira nem beira".
"Se o governo continuar a permitir essas ocupações, vai pôr em risco a nossa democracia", disse o presidente do MNP, organização que actua em sete dos 26 estados do Brasil e que representa várias associações de agricultores e produtores de gado do país.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a direcção da Polícia Federal brasileira está preocupada com a tensão no campo, que tem vindo a aumentar como uma "panela de pressão no fogo".
A Polícia Federal encontrou milícias armadas em fazendas de duas das regiões onde a situação é considerada mais preocupante - a fronteira entre os estados de São Paulo e Paraná e o Pontal do Parapanema, no oeste de São Paulo.
O Ministério da Justiça receia que um grupo de elementos do MST afastado da liderança nacional da organização se envolva num conflito armado com proprietários rurais, levando à ocorrência de um novo episódio semelhante ao registado há sete anos em Eldorado de Carajás, escreve ainda o diário paulista.
No incidente, ocorrido a 17 de Abril de 1996, 19 sem- terra morreram em confrontos com polícias militares durante uma operação de desobstrução de uma estrada no sul do Estado do Pará.
No Pontal do Parapanema, a tensão aumentou após a condenação do líder regional do MST José Rainha Júnior e o cancelamento de uma visita que o governador estadual de São Paulo, Geraldo Alckmin, deveria efectuar hoje à região.
Na quinta-feira, numa reunião de 40 coordenadores do MST na área, ficou decidido que o movimento usará "todas as formas de luta" para obter a libertação de José Rainha, que foi condenado a dois anos e oito meses de prisão.
Uma outra região onde o conflito entre donos de terras e o MST também tem aumentado nas últimas semanas é o município de São Gabriel, no Estado do Rio Grande do Sul.
Cerca de 800 integrantes do movimento prosseguem uma marcha em direcção a São Gabriel, iniciada em 10 de Junho, com o objectivo de apoiar a desapropriação de 13,2 mil hectares de terras naquele município.
Os donos das terras, que protestam contra a medida, ameaçam usar armas se as suas propriedades forem invadidas.
A caminhada está a ser acompanhada por dezenas de donos de terras a cavalo, enquanto cerca de cem polícias fazem uma espécie de escudo entre os dois grupos durante todo o trajecto, noticiou o Globo.

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